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    O Reino da Fala -

    Tom Wolfe

    Rocco
    2017
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788532530646
    Português Brasileiro
    3.9
    32 avaliações
    Leram44Lendo3Querem93Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos0Desejados93Avaliaram32

    Expoente do New Journalism e autor de romances consagrados como A fogueira das vaidades, Tom Wolfe investe todo o seu talento de jornalista investigativo e exímio contador de histórias em O reino da fala, em que se debruça justamente sobre sua principal ferramenta de trabalho: a linguagem. Com sua prosa irreverente e humor mordaz, o autor examina os repetidos esforços da ciência na tentativa de explicar o dom humano da fala, segundo ele a verdadeira responsável pelas complexas sociedades e conquistas da humanidade. De Alfred Wallace, que primeiro formulou a teoria da seleção natural, mas depois renunciou a ela por sua incapacidade de explicar a fala humana, passando pelo pai da Teoria da Evolução, Charles Darwin, e chegando a neodarwinistas, cientistas e linguistas de diversas correntes, Wolfe defende que a linguagem fez o homem avançar bem além dos limites da seleção natural e que a fala poderia ser considerada o quarto reino, habitado apenas pelo homem.

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    refugiosdasletras20/04/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Tom Wolfe é um grande jornalista. Talvez uns dos melhores que já passou pela terra. Essa era minha impressão após ler The Right Stuff e Back to Blood. E era isso que eu esperava ver em ação novamente em O Reino da Fala. E que surpresa boa, descobri mais uma faceta genial do autor: a divulgação científica. O tema do livro é a linguagem. Mas ela aparece somente quando necessária, Wolfe sabe que é preciso preparar o terreno antes de, nas últimas páginas, apresentar sua engenhosa teoria de forma que não pareça simplória demais. Dividida em duas partes, a obra começa com uma crítica à teoria da evolução e Darwin. Uma crítica, na verdade, menos da teoria da evolução e mais do seu uso, e menos da figura histórica de Darwin e mais da sua posição social. Tudo se cruza nas diversas referências caprichosamente detalhadas de cartas, documentos e diálogos prováveis reunidos com maestria. A vida privada de Darwin e suas atividades acadêmicas são expostas de uma forma que até então eu jamais tinha visto. O objetivo é delimitar a diferença entre o trabalho intelectual exercido por ele e o trabalho de campo feito por ilustres anônimos que, a milhares de quilômetros, tornou possível a produção da teoria da evolução. E, claro, utilizar isto na parte seguinte. A vítima da segunda parte é Noam Chomsky. O linguista e ativista que em determinado ponto se tornou a referência na área, dizendo ter esquematizado e descoberto todo o conjunto linguístico em uma teoria universal - e que não por acaso estava ligado à evolução. Tudo isso, sem trabalho de campo. Eu jamais gostaria de ter Wolfe como inimigo. São páginas e páginas de destruição da personalidade e trabalho de Chomsky, culminando na apresentação de sua antítese, Daniel Everett, que provou nas aldeias amazônicas que tudo que imaginávamos saber sobre linguística estava equivocado. E aí, com tudo destruído, chegamos na teoria mneumônica que Wolfe diz acreditar. Se eu acredito? Honestamente não fiquei convencido, mas fiquei interessado, o mais importante após ler uma obra de divulgação científica. Everett e Chomsky estão na minha lista de leitura agora, graças a Wolfe. Bom trabalho.

    4 curtidas

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    3.9 / 32
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    • 4 estrelas56%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas0%
    Thomas Kennerly Wolfe profile picture

    Thomas Kennerly Wolfe

    Thomas Kennerly Wolfe foi um jornalista e escritor norte-americano, conhecido por seu estilo marcadamente irônico. Nos EUA, é considerado um dos fundadores do new journalism, movimento jornalístico dos anos 60 e 70. Wolfe nasceu em Richmond, Virginia, nos Estados Unidos, filho de Thomas Kennerly Wolfe e Helen Hughes Wolfe. Seu pai recebeu Ph.D. pela Universidade de Cornell e foi professor de Agronomia na Virginia Tech. Ele também possuía duas fazendas e foi diretor de uma bem-sucedida cooperativa de fazendeiros. O sucesso financeiro de Thomas permitiu à família um estilo de vida abastado. Thomas também atuou como autor e jornalista, editando o jornal agrícola The Southern Planter, além de publicar livros a respeito de temas semelhantes. Contudo, foi Helen Wolfe que introduziu Tom Wolfe às artes. Ela matriculou seu filho em aulas de sapateado e balé, incentivando-o a interpretar e ler com frequência. Com 9 anos de idade, Wolfe começou a escrever. Ainda criança, começou a escrever uma biografia de Napoleão, além de escrever e ilustrar a biografia de Mozart. Wolfe tem uma irmã mais cinco anos mais nova. Tom Wolfe faleceu em 14 de maio de 2018, aos 87 anos

    25 Livros
    19 Seguidores
    Virginia, Estados Unidos

    Thomas Kennerly Wolfe