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    O Deus que falhou - Uma confissão

    Arthur Koestler, André Gide

    Irmãos Pongetti Editores
    1958
    152 páginas
    5h 4m
    ISBN-10: B073PDZCYX
    Português Brasileiro
    4.5
    1 avaliação
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    O Deus que falhou é um clássico, além de um documento crucial para entender o ambiente da Gerra Fria. Radicados em diversos países ao redor do globo, seis grandes escritores do seculo XX, trazem as suas conversões e subsequentes desilusões com o Comunismo, sendo eles André Gide (França), Richard Wright (estados Unidos), Louis Fischer ( Estados Unidos), Ignazio Silone (Italia), Stephen Spender (Inglaterra) e Arthur Koestler (Alemanha). Livro Histórico.

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    Marcella Pimenta picture
    Marcella Pimenta20/10/2022Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Quando a promessa de paraíso encontra a realidade

    O livro reúne textos de 6 escritores que podem ser entendidos como comunistas arrependidos. Durante a década de 30, o sentimento de que o capitalismo gerava injustiça e opressão os levou a contribuir ou a se juntar ao Partido Comunista do seu país. Aqueles que visitaram a União Soviética encontraram um regime de fome, miséria, supressão da arte e do pensamento e doutrinação partidária nas escolas. O que buscava retratar a situação do negro nos Estados Unidos (afinal, os livros lhe diziam que o comunismo se preocupava com os oprimidos) percebeu que suas intenções não eram bem-vindas no partido, pois ele deveria se dedicar à causa revolucionária. Além da decepção de verem seus ideais de justiça social e de defesa dos mais fracos quebrados, os autores revelam as estratégias de dissimulação que viram, como a de não se chamarem de comunistas ou bolcheviques, mas de "honestos antifascistas defensores da paz e da democracia". Qualquer semelhança com o discurso de campanha petista atual (2022) de "Frente ampla pela democracia" e "contra o fascismo" não é coincidência. O roteiro é o mesmo, trocam-se apenas os atores e o cenário.

    13 curtidas

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    4.5 / 1
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    Kösztler Artur profile picture

    Kösztler Artur

    Arthur Koestler foi um jornalista, escritor, e ativista político judeu húngaro radicado no Reino Unido. Filho de pai húngaro e mãe vienense, ambos judeus, viveu na Hungria até a queda do governo comunista de Béla Kun. Refugiou-se inicialmente em Viena, mas posteriormente viveu em outros países europeus como França e Reino Unido. <br>Dedicou-se durante esses anos ao jornalismo e a movimentos políticos. Seu engajamento na defesa de Málaga lhe causou prisão pelas tropas de Francisco Franco e condenação à morte. Foi salvo graças à libertação pelas tropas inglesas. <br>No campo literário, produziu obras de forte cunho psicológico, mesclando criação e experiência vivida. A mais notória delas é <i>Darkness at Noon</i> (O zero e o infinito), uma crítica contundente ao despotismo stalinista, que lhe valeu a inimizade dos escritores Jean-Paul Sartre e Albert Camus. <i>Darkness at Noon</i> foi considerada um dos 100 melhores romances de todos os tempos pela editora americana Modern Library.

    19 Livros
    16 Seguidores

    Kösztler Artur