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    O Bom Combate - Gustavo Corção na Imprensa Brasileira (1953-1976)

    Gustavo Corção

    FGV
    2015
    312 páginas
    10h 24m
    ISBN-13: 9788522515530
    Português Brasileiro
    4.8
    2 avaliações
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    Este livro é sobre catolicismo, conservadorismo e reacionarismo no Brasil. O protagonista do livro foi um dos mais importantes, e polêmicos, nomes do laicato brasileiro: Gustavo Corção Braga, que nasceu, viveu e morreu no Rio de Janeiro entre 1896 e 1978. Tomando como ponto de partida as crônicas que Gustavo Corção publicou nos jornais Diário de Notícias e O Globo entre as décadas de 1950 e 1970, a autora combina conjuntura e pensamento político. Escritor engajado no e do catolicismo, Corção foi católico antes de intelectual e o livro nos mostra como o pêndulo da história relacionado a ele é significativo de suas opções conservadoras e reacionárias, tanto na urbi como na orbi.

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    Gustavo Corção Braga

    Gustavo Corção Braga formou-se engenheiro, em 1920, pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, especializando-se depois em eletrônica. Convertido ao catolicismo em 1936, voltou-se para a filosofia tomista, passando a estudar teologia com os monges beneditinos e tornando-se oblato. Teve importante atuação no Centro Dom Vital (RJ), fundado por Jackson de Figueiredo. Jornalista polêmico e anticomunista, engajou-se na ala conservadora do pensamento católico e, a partir de 1946, escreveu para diversos jornais: Tribuna da Imprensa, Diário de Notícias e O Estado de S. Paulo. Em sua obra, destacam-se "A Descoberta do Outro" (1944), um impressionante relato de sua conversão ao catolicismo, "Três Alqueires e uma Vaca" (1946), ensaio no qual explica, de maneira pormenorizada, a forte influência de G. K. Chesterton em sua formação, e "Lições de Abismo" (1950), seu único romance, uma das obras-primas da literatura brasileira, premiado pela Unesco e traduzido para inúmeras línguas. O autor Ariano Suassuna assim testemunhou acerca de seu amigo, em 11/11/1971, para o número de novembro de 1971 da Revista Permanência, que homenageou os 75 anos de vida de Corção: "Ele era um homem boníssimo, talvez impulsivo e arrebatado nos seus impulsos, mas de uma bondade que transparece, à primeira aproximação, nos seus olhos pequenos, azuis, vivos, risonhos inteligentes e que – por mais estranho que isso possa parecer a quem não o conhece ou não gosta dele, de longe – são olhos de menino. Ele não tem nada de intratável: apenas é um homem de princípios, corajoso e inflexível quando sustenta os princípios que julga certos."

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    RJ, Brasil

    Gustavo Corção Braga