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    Raízes do conservadorismo brasileiro - A abolição na imprensa e no imaginário social

    Juremir Machado da Silva

    Civilização Brasileira
    2017
    448 páginas
    14h 56m
    ISBN-13: 9788520013311
    Português Brasileiro
    4.3
    45 avaliações
    Leram57Lendo22Querem292Relendo0Abandonos3Resenhas3
    Favoritos11Desejados292Avaliaram45

    Partindo da análise de discursos políticos e jornalísticos do início do século XIX, o autor identifica fundamentos conservadores que permearam o contexto da assinatura da Lei Áurea e sobre os quais foi erigida, um ano e meio depois, a República brasileira. Ciente de que a liberdade não foi uma concessão, mas uma árdua conquista das pessoas negras, o autor demonstra como a estrutura do capitalismo comercial escravista se traduziu – e ressoa ainda hoje – numa intrincada legislação, elaborada para atender a determinados interesses, e num imaginário cultural e ideológico, edificado para justificar a manutenção de privilégios – mesmo que isso implicasse, na época, a desumanização e a coisificação de pessoas. Em texto ágil, o autor desvela as origens do conservadorismo e a história da busca pela igualdade social no Brasil. A fina ironia que acompanha o texto, se não torna o tema mais leve, funciona como um mecanismo que ajuda o leitor a suportar o espanto de ver a gênese da hipocrisia que ainda hoje sustenta relações de dominação entre classes e raças. Um livro essencial não apenas para pessoas interessadas em história, sociologia e análise do discurso, mas também para aquelas que desejam viver em um país melhor, em que a escravidão tenha de fato se extinguido para todos.

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    Resenhas (3)Ver mais
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    Samuel Dias Ribeiro06/02/2019Resenhou um livro
    3 (Bom)

    O que os jornais disseram?

    É a pergunta que dá início a este livro, o que já lhe confere um certo peso jornalístico interessante, e é isso que ele é, um livro sobre o que os jornais e os documentos oficiais dizem sobre o como se deu o processo que culminou na lei que decretava o fim da escravidão no Brasil. Temos todo um conjunto de documentos que mostram como as forças antagônicas se moveram para defender suas convicções anti ou pró escravismo e o fim a conclusão de que o conservadorismo, o racismo estrutural que hoje atuam fortemente na sociedade, possui suas raízes fincadas em um país atrasado.

    9 curtidas

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    4.3 / 45
    • 5 estrelas42%
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    Juremir Machado da Silva

    é um escritor, jornalista, tradutor e professor universitário brasileiro. Leciona na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, onde coordena o Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social. Graduado em História e em Jornalismo pela PUCRS (1984), é doutor em Sociologia pela Universidade Paris V, René Descartes, Sorbonne (1995), tendo sido orientado por Michel Maffesoli. Pesquisador 1B do CNPq, fez pós-doutorado (1998) na França sob a orientação conjunta de Edgar Morin, Jean Baudrillard e Michel Maffesoli. Foi professor-visitante na Universidade Paul Valéry, Montpellier III. De 1993 a 1995, atuou como correspondente do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, na Europa, baseado em Paris, quando cobriu vários festivais de cinema de Cannes, Berlim e Veneza, salões e feiras de livro

    41 Livros
    27 Seguidores
    Rio Grande do Sul, Brasil

    Juremir Machado da Silva