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    Madame Bovary (Clássicos Abril Coleções #3) -

    Gustave Flaubert

    Abril
    2010
    444 páginas
    14h 48m
    ISBN-13: 9788579710001
    Português Brasileiro
    4
    460 avaliações
    Leram833Lendo103Querem531Relendo4Abandonos53Resenhas34
    Favoritos42Desejados531Avaliaram460

    Para escapar à monotonia do casamento e da vida provinciana, a sonhadora Emma Bovary se perde em idealismos, amantes e dívidas. Ao narrar a decadência dessa mulher, e também da sociedade burguesa, Flaubert nos brinda com o romance moderno por excelência.

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    Resenhas (34)Ver mais
    Gabriel Chiquito picture
    Gabriel Chiquito21/07/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Lutando por um sonho ou apenas sendo egoísta?

    Qual o limite moral que separa o "estar certo por lutar pelos sonhos da sua vida" e o "ser tão egoísta a ponto de enganar e desgraçar aqueles que te amam e confiam em você"? Nunca tinha achado uma personagem que dividisse tanto minha opinião quando Emma. Ela é de longe a melhor personagem desse livro, me fez ficar sempre oscilando entre torcer pra ela se livrar do seu sofrimento e torcer pra ela se ferrar por ser tão egoísta. Esse livro tem uma linguagem difícil (nunca li um livro que precisasse tanto de um dicionário), mas os personagens são maravilhosos e muito complexos e não tem como não se prender a eles. É uma ótima crítica tanto à sociedade quanto ao próprio ser humano como parte dela, recomendo a leitura para aqueles que querem um bom clássico.

    17 curtidas

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    Avaliações

    4 / 460
    • 5 estrelas36%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas2%
    Gustave Flaubert profile picture

    Gustave Flaubert

    "Madame Bovary sou eu", disse Gustave Flaubert quando os juízes lhe perguntaram quem teria sido o modelo da sua personagem, durante o seu julgamento, em 1856. Ele foi acusado pelo governo francês de ter escrito uma "obra execrável sob o ponto de vista moral". Mas foi absolvido pela Sexta Corte Correcional do Tribunal do Sena, em Paris, em fevereiro de 1857. Resultado de cinco anos de trabalho, seu romance de estréia, "Madame Bovary", é uma dura depreciação dos valores burgueses. Segundo alguns críticos conservadores, Flaubert ridicularizou sua própria condição social. Afinal, o autor era filho de um médico provinciano rico e vivia de rendas em sua idade adulta na propriedade rural do pai. A história de Emma Bovary, que trai o marido para fugir da vida medíocre, é um retrato da incapacidade mental, emocional e moral das sociedades provincianas. Flaubert se dizia um estudioso da estupidez humana e colecionava episódios de burrice publicados em livros e jornais. Para ele, estupidez era mais freqüente na província. A falta de inteligência também foi o tema de "A Tentação de Santo Antão" (1874). Em 1840, como prêmio por ter concluído os estudos secundários, ganhou uma viagem para os montes Pirineus e para a ilha de Córsega. Ao passar por Marselha, viveu um namoro com Eulália Foucaud de Langlade. O idílio foi inspiração para a obra "A Educação Sentimental" (1869). Entre 1849 e 1851, o autor viajou para a África, onde colheu informações para "Salambô" (1862), sobre a queda de Cartago. Flaubert foi um dos autores mais importantes do Realismo, movimento estético de reação ao Romantismo europeu no século 19, influenciado pelas teorias científicas, a Revolução industrial e a linha filosófica de Augusto Comte (o Positivismo). Ele levou à perfeição o ideal do romance realista de harmonizar a arte e a realidade. Sua obra se caracteriza pelo cuidado na sintaxe, na escolha do vocabulário e na estrutura do enredo. Em 1866, recebeu a Legião de Honra do governo francês. Pouco antes de sua morte, vendeu propriedades para evitar a falência do marido de sua sobrinha. Passou a viver de um salário como conservador da Biblioteca Mazarine. O romance "Bouvard et Pécuchet" foi publicado inacabado, postumamente.

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    Gustave Flaubert