Poeta do Simbolismo, Cruz e Sousa é presença obrigatória em listas de vestibular... e merecidamente. Os poemas reunidos nessa coletânea trazem o melhor da musicalidade de seus escritos, pois o autor é para ser lido em voz alta, declamado e não em sussurros ou na calada do quarto. O sensualismo é arrebatador, pulsa em cada verso, atrai em cada quadra. Faz imaginar o tipo de alvoroço que esse trabalho publicado em 1893 não causou por seu estilo e por ser também de autoria de um homem negro - não vamos colocar panos quentes e fingir que não houve uma tentativa de "branquear" ou esquecer tantos de nossos artistas. E esse é outro tema recorrente. Há uma repetição quase obsessiva de brancos, lunares, translúcidos, alvos, etc. que não apenas captam a imaginação, mas que também fazem pensar que tipo de vida era levada na época. Recomendo.








