O Brasil acaba de ganhar mais um representante nesse panteão de autores de fantasia que cresce a cada dia. O que é maravilho, pois a cada dia conseguimos provar que sim, a literatura nacional pode se equiparar ou até mesmo ser melhor que a estrangeira.
As Crônicas de Ardak possui uma escrita fluída e dinâmica, você acaba lendo 30 páginas sem perceber e é notável a evolução do autor do primeiro ao último capítulo. O mundo criado é interessante, porém pouco explorado neste primeiro livro, mas tem tudo para se tornar rico na continuação, se o autor souber trabalhar bem este aspecto.
Me incomodou alguns personagens secundários surgirem e desaparecerem sem uma apresentação adequada, mas como trata-se de uma saga, nada impede que os mesmos sejam explorados futuramente.
O livro não é um épico de escolhas ousadas, mas consegue entreter todos aqueles que querem uma leitura simples e descompromissada.
A forma adotada na narrativa, que coloca o narrador como um personagem que fala diretamente com o leitor de forma informal, é interessante. Por se tratar de uma fantasia medieval, você facilmente consegue imaginar um bardo contando essa história para um grupo de pessoas ao redor de uma fogueira.
Se você gosta de RPG ou até mesmo daquelas batalhas dignas de um anime (Dragon Ball Z, Cavaleiros do Zodíaco ou Yu Yu Hakusho, por exemplo), esse livro agradará você; ou se simplesmente quer explorar um mundo fantástico, repleto de criaturas mágicas e deuses.
Ansioso pela continuação e torcendo para que supere este primeiro.