É tal qual o título do livro, escolha de honra, é sobre isso o livro. Quem está acostumado a ler romances contemporâneos e não liga muito para valores e integridade, terá certa dificuldade com esse livro. A história é linda, não fácil. Gostei dos protagonistas e das suas lutas interiores. Tem hora que dá vontade de chutar o pau da barraca e se dane o resto, mas há diferença entre vontade e o que é preciso fazer.
Emilie é uma viúva com um passado escandaloso. Com 16 anos ela fugiu e se casou com um militar, em consequência os dois foram abandonados e deserdados pelas famílias. Com seu marido ferido lutou para se manter e depois com a morte dele a coisas pioraram, pois passou anos se escondendo, porque seu sogro queria pegar seu filho. Mesmo assim ela voltou para Londres, escondeu o filho e se mantinha com uma loja de chapéus. E foi assim que Evan Mansfield, o conde de Cheverley a conheceu. E foi amor a primeira vista. Nada louco e sem sentido.
Na “segunda vista” ele conseguiu uma aproximação maior, quando ele a salvou de um safado chantagista abusivo. Depois disso eles começaram um romance as escondidas. Só que eles não podiam ficar juntos ela era uma lojista e ele um conde, naquela época e local isso era impensável!!!
Para melar o romance deles duas coisas aconteceram, a falta de comunicação, aquela besteira de achar que o outro não sente a mesma coisa, e a promessa que ele fez ao amigo no leito de morte, se casar com sua irmã.
Assim começa os encontros e desencontros, surpresas, reviravoltas e novas oportunidades, amigo nem tão amigo assim... Não, nada a curto prazo, como em muitos romances onde tudo acontece rapidamente. Em alguns momentos pensamos “que enrolação, que besteira!” Mas é preciso se ambientar pra entender.
Eu gostei do casal, achei ela forte com uma personalidade bonita e ele, tadinho, um desesperado com o desenrolar das situações e mais sua honra, mas há como negar seu amor.
Gostei e recomendo. Uma gostosa distração, ainda mais que a escrita da autora é muito boa e leitura flui.
E foi assim.
Bjoo.