Um livro juvenil, mas que agrada aos leitores de todas as idades.
Li-o sem grandes pretensões, dentro daquela estratégia muito boa para aperfeiçoar a escrita: leia autores de que não gosta, gêneros que não lhe atraiam, estilos que considera repulsivos; só assim conseguirás enxergar onde estás em tua escrita, afirmar o que já conquistou e abandonar o que não é importante.
Isso não quer dizer que "O Combate do Inverno" se enquadrasse em uma dessas categorias, mas, ao cair-me em mãos, reconheci-o como algo diferente, uma novidade a que deveria dar o crédito da leitura.
E não é que funcionou? Não chega a ser uma magnífica obra literária, nem se apresenta com pretensões de tornar-se um clássico, mas é um livro bem escrito, com um enredo muito bem articulado e personagens que conquistam o leitor pela simplicidade de caráter.
Há momentos sublimes no livro e há construções dramáticas perfeitas como a existência das "consoladoras", a inventividade dos "homens-cavalos", a mensagem de amor que permeia toda a trama.
No subtexto, percebe-se um libelo contra os sistemas totalitários do mundo e a tirania com que comandam; impondo censuras, violências moral e física e restrição de liberdades.
Recomendo a todos a sua leitura, especialmente aos adolescentes e jovens na primeira idade da juventude.