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    A autobiografia de Alice B. Toklas (Mulheres Modernistas) -

    Gertrude Stein

    Cosac Naify
    2009
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-13: 9788575038024
    Português Brasileiro
    3.7
    218 avaliações
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    Favoritos6Desejados584Avaliaram218

    Enquanto a escritora norte-americana Gertrude Stein (1874-1946) escrevia seus livros, buscando uma forma de revolucionar a literatura do século XX, sua companheira Alice B. Toklas (1877-1967) cozinhava, bordava, cuidava das plantas, datilografava seus manuscritos e ajudava a entreter os convidados. A autobiografia de Alice B. Toklas (1933) traça um painel divertido e envolvente de vinte e cinco anos de convivência desse adorável casal que, no salão da Rue de Fleurus, em Paris, recebia amigos como Pablo Picasso, Henri Matisse, George Braque, Scott Fitzgerald e Ernest Hemingway. Os episódios são contados com simplicidade e leveza por Alice, pois Gertrude Stein, ao emprestar a voz de narradora à amiga, instaura um engenhoso jogo literário com o leitor

    Edições (4)

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    Resenhas (18)Ver mais
    Mariana Dal Chico picture
    Mariana Dal Chico03/03/2020Resenhou um livro
    3 (Bom)

    “A autobiografia de Alice B. Toklas” foi escrita por Gertrude Stein, minha edição é da Cosac Naify, mas a obra também está disponível pela editora L&PM A autobiografia de Alice B. Toklas mora na minha estante há anos, após a leitura de “Shakespeare and Company” e “Paris é uma Festa”, achei que era a oportunidade perfeita para romper o plástico e iniciar a leitura. Mas confesso, que por causa das leituras anteriores, minha simpatia por Gertrude Stein não era tão grande. Gertrude rompeu com os padrões conhecidos da autobiografia, ao escrever — e assinar — uma autobiografia de outra pessoa. Dividida em partes, a primeira é “Antes de eu vir a Paris” com apenas 3 páginas; a quarta é “Gertrude Stein antes de vir a Paris” e conta com 16 páginas, isso é um indicativo visual do verdadeiro foco desse livro. O estilo de escrita é bem peculiar e em alguns aspectos me desagradaram, como a confusão na linha do tempo que vai e volta e se repete, ainda que eu compreenda a intenção da autora de transportar o leitor para dentro da cabeça de Alice enquanto ela rememora sua vida. A estrutura da construção de algumas frases me deixou confusa, quebrou meu ritmo de leitura com suas repetições de palavras, como por exemplo “Devo confessar que fiquei terrivelmente nervosa até elas voltarem, mas voltar elas voltaram.”, “Conversaram então, mais e mais, muito um com o outro.”. Como essa estrutura se repete no texto, não acredito ser algo ligado à tradução e sim ao estilo da autora. Mas posso estar muito enganada rsrsrsrsrs Sobre o conteúdo, não tem como julgar a vida de uma pessoa, mas posso dizer que gostei do que foi contado, de ver como as duas mulheres participaram ativamente da guerra. Ainda que eu não concorde com alguns posicionamentos de Gertrude, ela teve minha simpatia ao admitir certos aspectos negativos de sua personalidade “Gertrude andava nessa época um pouco amarga, todos os seus manuscritos inéditos e sem esperança de publicação ou de reconhecimento sério”. Foi uma boa leitura, mas não entra para a lista de favoritos ou releituras.

    14 curtidas

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