My Name is Leon -

    Kit de Waal

    Viking
    2016
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-10: 0241207088

    Leon is nine, and has a perfect baby brother called Jake. They have gone to live with Maureen, who has fuzzy red hair like a halo, and a belly like Father Christmas. But the adults are speaking in low voices, and wearing Pretend faces. They are threatening to take Jake away and give him to strangers. Because Jake is white and Leon is not. As Leon struggles to cope with his anger, certain things can still make him smile – like Curly Wurlys, riding his bike fast downhill, burying his hands deep in the soil, hanging out with Tufty (who reminds him of his dad), and stealing enough coins so that one day he can rescue Jake and his mum. Evoking a Britain of the early eighties, My Name is Leon is a story of love, identity and learning to overcome unbearable loss. Of the fierce bond between siblings. And how – just when we least expect it – we somehow manage to find our way home.

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    Fernanda 05/08/2017Resenhou um livro
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    Enquanto a história está seguindo o Leon tentando cuidar do meio-irmão recém nascido dele, o Jake, eu estava muito investida. A autora quis mostrar o esforço que o Leon estava fazendo para poder manter a família dele unida, considerando que a mãe dos dois era visivelmente incapaz de cuidar dos filhos e dela mesma. A Kit de Waal conseguiu criar um personagem de 9 anos, que realmente parece ter 9 anos. Ele não é inteligente demais, articulado demais ou um adulto no corpo de um menino como acontece com muitos autores que escrevem personagens infantis. Mas ele também não é infantil ou inocente em excesso considerando tudo que ele já passou, que é um erro que outros escritores já cometeram também (olhando para você John Boyne e seu O Menino do Pijama Listrado). Porém, quando os dois irmãos são forçados a morar temporariamente com a Maureen (uma cuidadora apontada pelo serviço social), foi quando a história se perdeu um pouco para mim. A autora tentou fazer vários comentários sociais a partir desse momento e ainda lidar com toda a confusão e raiva que o Leon estava sentindo. O Jake é branco, enquanto o Leon é negro. A Kit de Waal esboçou alguma coisa nesse sentido ao trazer o processo de adoção do Jake e falar que ele foi adotado por ser branco, mas ela nunca explora mais essa ideia. Rapidamente, ela muda o assunto e começa a tratar de outros problemas sociais que ela também lida muito rasamente (como o próprio serviço social do país, os movimentos sociais que estavam acontecendo por causa de discriminação racial, brutalidade policial, atentados terroristas). Por tentar falar de tantos assuntos em um livro tão curto e com um personagem principal que está passando por muita coisa também, a história acaba ficando conturbada, lotada demais. Além de todos os problemas sociais que ela quis trazer, a autora ainda quis tentar explorar o íntimo do Leon, que está se “rebelando” (furtando, faltando aula) por causa de tudo o que está acontecendo com ele. Mas, pela quantidade de coisa, isso também nunca é bem desenvolvido, fazendo com que o personagem se torne extremamente frustrante. Especialmente, quando se considera o esforço que todos os personagens adultos fazem para tentar ajudá-lo e entendê-lo. Foi decepcionante. Eu realmente gostei da escrita dela e tinha um potencial enorme ali para a história ter sido muito boa. Porém, a escritora tentou fazer muito e acabou conseguindo pouco.

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