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    O revolucionário cordial - Astrojildo Pereira e as origens de uma política cultural

    Martin Cezar Feijó

    Boitempo
    2001
    243 páginas
    8h 6m
    ISBN-13: 9788585934767
    Português Brasileiro
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    Astrojildo Pereira, principal fundador do Partido Comunista do Brasil, morreu convencido de que o partido sempre acertava, até quando errava. Aceitava o mote de que era melhor errar coletivamente do que acertar individualmente. Tornou-se anarquista na juventude e comunista na maturidade. Ainda dirigente do PCB nos anos 20, levou livros ao tenente Luís Carlos Prestes, então exilado na Bolívia. Foi ainda reconhecido como um dos mais representativos e respeitados participantes da tentativa de transformar o mundo não só em seu aspecto material, mas também em suas bases culturais. O revolucionário cordial: Astrojildo Pereira e a formulação de uma política cultural é uma tentativa de interpretação da trajetória do intelectual Astrojildo Pereira através de seus escritos e sua comunicação, principalmente aquela impressa em livros. O trabalho de Martin Cezar Feijó busca interpretar as escrituras militantes de Pereira, marcadas por profunda tensão entre a revolução e a modernidade, no período que compreende a Primeira Grande Guerra (1914-1918) e o fim da Segunda Guerra (1939-1945). Mais do que isso, analisa a proposta de construção de uma política cultural levantada por Astrojildo. O projeto de alfabetização proposto por ele levava em conta a cultura popular e preferia chamar à luta um setor da sociedade civil rebelde (ou que, pelo menos, deveria sê-lo) às imposições do Estado: os intelectuais. Caberia a eles participar de um processo social específico visando a transformação radical de uma sociedade ágrafa a partir de sua realidade cultural. Os sujeitos da ação política seriam os intelectuais, e a ação seria determinada pela política cultural proposta para o contexto específico do término da guerra – no caso, a necessidade urgente de eliminar o analfabetismo do povo. Investimento na formação intelectual, moral e estética de todas as pessoas, em condições iguais e democráticas. É a origem de um projeto de política cultural de um revolucionário que leva em conta a memória dos afetos e das dores do país, apontando para um futuro melhor, apesar das adversidades.

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    Martin Cezar Feijó profile picture

    Martin Cezar Feijó

    Possui graduação em História pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (1979), FFLCH-USP, e doutorado em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (1999), ECA-USP. Professor titular-doutor na Faculdade de Comunicação e Marketing da Fundação Armando Álvares Penteado (FACOM-FAAP). Autor de dez livros, entre ensaios, ficção e ficção paradidática. Conselheiro editorial da Fundação Astrojildo Pereira em Brasíla, DF. Foi professor-pesquisador no programa em Educação, Arte e História da Cultura na Universidade Presbiteriana Mackenzie (2002-2013). Desenvolve projeto de pesquisa sobre sobre a relação entre política cultural e contracultura, com vista a publicação de livro sobre o tema. Atualmente desenvolve projeto de extensão sobre a obra de William Shakespeare (1564-1616) em seu contexto histórico-cultural, com cursos, artigos e viagens em torno dos 400 anos da morte de Shakespeare. Desenvolve atualmente um projeto sobre narrativas, de raízes xamânicas aos meios eletrônicos modernos, como canções pop. Colaborador da Revista Leituras da História. Colaborador da revista eletrônica Política Democrática da Fundação Astrojildo Pereira.

    7 Livros
    0 Seguidor
    São Paulo, Brasil

    Martin Cezar Feijó