Meu livro favorito da adolescência! Reli agora pela quarta vez 13 anos após a última leitura. De alguma forma esse livro me emocionou muito no passado, ganhando um espaço no meu coração e na minha memória.
A colonização da Austrália pelos europeus começou com o objetivo de esvaziar as cadeias superlotadas da Inglaterra. Com a independência dos Estados Unidos, a Inglaterra teve que parar de mandar condenados ou presos para a América. Sendo assim, o Rei passou a mandá-los para a nova terra conquistada. A primeira frota, com 11 embarcações e aproximadamente 1,3 mil pessoas, organizada para colonizar o continente desconhecido, atracou em Botany Bay a 18 de janeiro de 1788.
O livro de Elizabeth Doyle faz um recorte fantástico sobre toda a situação dos prisioneiros pelo olhar da protagonista que é inocente, desde antes do embarque, Cassie inicia seu sofrimento com as pessoas virando as costas para ela. No navio a caminho da Austrália, ela passa fome, sede, aglomerada com várias mulheres e crianças, tendo inclusive, que fazer as necessidades ali mesmo, lugar escuro e abafado, sofrendo com agressões físicas e sexuais. É ali que Cassie faz amizade com outra prisioneira, Sheila, que a protege dos carcereiros do navio.
Chegando a Austrália , as detentas são encaminhadas para casas de família ou para a temida fábrica de mulheres, Cassie é enviada para a casa de um médico Dr. Malcom por quem se apaixona, mas como prisioneira, ela não vê futuro para si. Até que Sheila consegue fugir e promete a amiga conseguir provas para a sua inocência, entrando assim, numa eletrizante aventura. Cassie fica emocionada com a amiga, mas não acredita que possa conseguir, achando que tudo de ruim já tinha acontecido, Cassie descobre que estão tentando matá -la e Malcolm tenta ajudá-la pois não poderia ver sua vida sem a presença de Cassie.