A Morte de César - Roma Antiga e o Assassinato Mais Famoso da História

    Barry Strauss

    Seoman
    2017
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-10: 8555030552
    Português Brasileiro

    Graças a Shakespeare, a morte de Júlio César se tornou um dos assassinatos mais famosos da história. Mas o que realmente aconteceu é ainda mais arrebatador que a ficção. Nesta investigação histórica, Strauss, mestre em História Clássica, nos revela detalhes surpreendentes, mostrando ao leitor que o assassinato foi uma operação paramilitar cuidadosamente planejada, uma conspiração de generais organizada com precisão. Brutus e Cassius foram, realmente, figuras chave; mas eles contaram com a colaboração de um terceiro homem, Decimus, um dos mais importantes generais e amigo íntimo de César. Foi Decimus - e não Brutus - o verdadeiro traidor. Como consequência desses eventos, a amada República Romana veio a se transformar no Império Romano. Com aguda percepção histórica e o ritmo de um filme de ação, "A Morte de César" proporciona uma nova e original perspectiva sobre o assassinato que mudou o curso da História do mais poderoso império do Mundo Antigo.

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    Hélio Cordeiro01/07/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A Morte de César

    O historiador Barry Strauss fez uma excelente pesquisa histórica recorrendo as fontes antigas, para narrar este, que devido ao romance de Shakespeare é o assassinato mais famoso da história. Strauss faz comparação entre a obra shakespeareriana e as antigas fontes e mostra que houve muitos exageros por parte do romancista inglês. Barry Strauss apresenta todo o contexto político da Roma antiga de antes e depois do assassinato. Descreve de forma minuciosa toda a conspiração tramada pelos seus inimigos para assassinar Júlio César. Na verdade muitos dos sessenta conspiradores não eram seus inimigos, mas, sim, seus "amigos íntimos". Como por exemplo, dentre os principais conspiradores consta os nomes de Décimus, amigo que havia jantado com César na noite anterior ao assassinato; Brutus, que era um suposto filho ilegítimo de César com uma de suas amantes, Servília. Até entrou para a história uma suposta frase que César teria dito: "Até tu Brutus?". Mas segundo Barry Strauss, essa frase foi uma invenção da renascença e não consta nas fontes antigas; Outro amigo e conspirador foi Publius Casca, este desferiu a primeira das 23 punhaladas que perfuraram o corpo de César. Mas, assim como o governante de Roma, seus conspiradores também também tiveram um fim trágico, quase todos foram assassinados dentro de um período de três anos depois da morte de César. De acordo com Strauss, percebemos que César cometeu vários erros que levaram ao seu assassinato. "César fez de de si mesmo ditador vitalício e flertou com a monarquia (forma de governo que era repudiado pelo senado e pelo povo) esgotando as esperanças de restaurar a República. Já havia sido declarado um deus. Havia desprezado o senado e opovo. Tomou a rainha do Egito (Cleópatra) como sua amante e, supostamente, fez dela a mãe de um filho seu, instalando-a em sua villa nos arredores da cidade. Conhecido por ter muitas amantes, muitas delas casadas. Ele promoveu seu sobrinho-neto de dezoito anos de idade em detrimento de seus tenentes que contavam cerca de 45 anos, dando-lhes a entender que pretendia iniciar uma dinastia. Ele iniciou uma nova guerra com a qual ameaçava conquistar um poder avassalador".

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