A peste -

    Albert Camus

    Record
    2017
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-13: 9788501111241
    Português Brasileiro

    De um dos mais importantes e representativos autores do século XX e Prêmio Nobel de Literatura. Romance que destaca a mudança na vida da cidade de Orã, na Argélia, depois que ela é atingida por uma terrível peste, transmitida por ratos, que dizima a população. É inegável a dimensão política deste livro, um dos mais lidos do pós-guerra, uma vez que a cidade assolada pela epidemia lembra a ocupação nazista na França durante a Segunda Guerra Mundial. A peste é uma obra de resistência em todos os sentidos da palavra. Narrado do ponto de vista de um médico envolvido nos esforços para conter a doença, o texto de Albert Camus ressalta a solidariedade, a solidão, a morte e outros temas fundamentais para a compreensão dos dilemas do homem moderno.

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    kam !10/01/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A peste.

    Esta foi uma leitura que mexeu muito comigo. o livro narra a história de uma cidade assolada por uma epidemia devastadora, mas, mais do que isso, é um retrato profundo da condição humana diante do sofrimento, do medo e da incerteza. acompanhando o doutor rieux, senti que camus conseguiu traduzir aquela sensação de impotência que tantas vezes enfrentamos na vida. não é um livro de grandes ações ou reviravoltas; é sobre o dia a dia da luta, sobre resistir e sobre aceitar a fragilidade da nossa existência. o que mais me marcou foi como a história me fez refletir sobre o que vivemos durante a pandemia. enquanto lia, não pude deixar de lembrar da solidão, do medo constante e da sensação de impotência que experimentamos por aqui. camus descreve com maestria como uma crise desse tipo não afeta apenas nossos corpos, mas também a nossa mente e as nossas relações. o isolamento que enfrentamos na pandemia, por exemplo, deixou marcas profundas, assim como acontece no livro, em que os personagens se veem afastados de seus entes queridos, lutando contra algo que parece imbatível. os personagens de camus são extremamente humanos. não são heróis, não têm respostas prontas. eles representam diferentes reações diante da tragédia: rieux, com sua obstinação em cuidar dos outros; tarrou, que busca um sentido maior; cottard, que lida com sua culpa e solidão. me identifiquei muito com essa ideia de que, em tempos de crise, cada um de nós lida com a situação de uma maneira única, mas todos, de alguma forma, compartilham a mesma dor e incerteza. o livro também me trouxe uma lição importante sobre solidariedade. no meio do caos, mesmo com todo o sofrimento, há momentos de humanidade, de apoio mútuo. isso me lembrou das pequenas demonstrações de carinho e cuidado que vi durante a pandemia, quando, apesar de tudo, muitas pessoas tentaram ajudar umas às outras. além disso, algo que ficou muito forte para mim foi como o livro destaca as consequências emocionais de viver em isolamento. durante a pandemia, vimos como o afastamento forçado das pessoas que amamos pode ser devastador. no livro, isso é retratado de forma muito tocante, especialmente na maneira como os personagens lidam com a separação, a saudade e a incerteza. acho que camus conseguiu capturar essa sensação de perda constante, de estar preso em algo que parece não ter fim, e isso me fez refletir muito sobre o impacto profundo que esses momentos deixam na gente, mesmo depois que tudo "volta ao normal". no fim, este livro não traz soluções fáceis. camus nos lembra que, mesmo quando uma peste acaba, as marcas que ela deixa permanecem. e, mais do que isso, ele nos alerta que o "bacilo" da peste — seja ele literal ou simbólico — nunca desaparece completamente. sempre haverá novos desafios, novos sofrimentos. o que nos resta é resistir, cuidar uns dos outros e tentar encontrar, mesmo nas piores circunstâncias, razões para admirar o ser humano. e apesar de não ter grandes acontecimentos, é um livro com bastante reflexões. ps: eu sou muito BURRA e apaguei todos meus históricos de leitura desse livro. me odeio.

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    • 5 estrelas36%
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