Uma bola brava porque ninguém grita "gol!" da bola; pipocas que gostam de ver desenhos animados; um rodo que estuda patinação no azulejo; os cavalos café e chocolate; fronhas amassadas de tanto brincar; os cabelos malucos da comissária de bordo e muito, muito mais. São doze histórias pequeninas e divertidas. Para ler em pé, sentado, deitado ou flutuando.
Uma dúzia de histórias divertidas (Arteletra) -
Jonas Ribeiro, Gustavo Seabra
Edições (1)
Ver mais"Uma duzia de histórias divertidas" é o tipo de livro que a gente ler sorrindo do inicio ao fim e quando fecha ela chega a conclusão que é muito gostoso ler um livro infantil bem escrito e bem ilustrado. Nele existe uma comunhão muito equilibrada entre texto e imagem responsáveis por fazer o leitor se apaixonar por cada história contada e se pegar rindo sozinho e viajando na leitura. Como o titulo anuncia, aqui temos 12 contos pequenos nos quais o autor Jonas Ribeiro esbanjou imaginação e uma percepção aguçada do imaginário infantil para o qual animais, partes do corpo e profissões são tem cores e formas muito mais divertidas que no mundo dos adultos. Para completar o tom bem humorado e lúdico do texto as ilustrações do Gustavo Seabra são coloridas, divertidas e cheias de detalhes para explorar. Cada vez que a gente abre o livro descobre alguma coisinha nova, bonitinha e divertida que dialoga com o texto e cativa. Outro ponto forte do livro é a forma como ele foi formatado. Os contos são escritos em letras grandes, toma sempre o espaço de duas páginas, as vezes vem na horizontal, as vezes na vertical e alguns estão de ponta cabeça. Se cada leitura nos apresenta a descoberta de novos detalhes, a primeira leitura vai apresentar sempre uma surpresa diferente a cada virada de página. Como já disse, esse é um livro para ler sorrindo e desfrutar bastante. É o tipo de livro que faz a gente se senti feliz lendo, ou seja, esse é o melhor tipo de livro. Gostei de todos os contos, fiz questão de ilustrar o post com imagens dos meus preferidos : "Animais de estimação" e "Cabelos Malucos", "Pés descalços" e "As orelhas de Sofia". Como pessoa que já conviveu com peixes, cachorros, periquitos, papagaios, jandaias, tartarugas e agora é apaixonada por um gato, não podia deixar de amar o conto "Animais de estimação". O conto dos "Cabelos Malucos" é simplesmente uma coisa que remora o imaginário infantil e "Os pés descalços de Gustavo" é algo com o qual é impossível não se identificar. E sobre "As orelhas de Sófia", eu sou Sofia. Minhas orelhas adoram ouvir histórias e durante a minha infância o chão da sala da minha casa era verde e eu amava ficar deitada nele. Quando olho para a ilustração feita pelo Gustavo me vejo e sinto em mim um sorriso vindo de dentro das melhores lembranças.
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