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    Céu de Origamis (Espinosa #9) -

    Luiz Alfredo Garcia-Roza

    Companhia das Letras
    2009
    260 páginas
    8h 40m
    ISBN-13: 9788535915679
    Português Brasileiro
    3.8
    392 avaliações
    Leram647Lendo18Querem256Relendo0Abandonos5Resenhas23
    Favoritos18Desejados256Avaliaram392

    Cecília é uma secretária competente. Depois que seu patrão sai do consultório dentário ela guarda todo o equipamento, desliga os aparelhos, tranca a porta e vai embora. Doutor Marcos é um homem tranquilo, e o trabalho com ele é sem sobressaltos. Hoje ele e a mulher vão jantar em casa de amigos. Fato raro, pensa a secretária. Em geral, doutor Marcos e a mulher ficam em casa. Estranho, para um casal jovem como eles... Cecília gosta de trabalhar no consultório. Tudo é sempre tão perfeitamente previsível que Cecília jamais poderia imaginar que no dia seguinte receberia a visita da polícia em busca de informações sobre seu patrão. Na véspera, doutor Marcos desaparecera sem deixar sinal. Não havia registro de acidentes de trânsito nem de nenhum tipo de ocorrência policial. Só que ele simplesmente não chegara em casa. E, como se não bastasse, havia um detalhe absurdo: o carro de doutor Marcos estava estacionado exatamente onde deveria estar, em sua vaga na garagem do prédio onde morava. O que teria acontecido com doutor Marcos? Sobre ele, Cecília explicaria a Espinosa: "Sempre foi atencioso e gentil, nunca alterou a voz, nunca reclamou com mau humor de alguma coisa. Ele parece irreal".

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    Luis Eduardo Souza Costa picture
    Luis Eduardo Souza Costa01/12/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O melhor Espinosa desde "Vento Sudoeste"

    Todo mundo já sabe mas não custa relembrar : O Delegado Espinosa, criado por Luiz alfredo Garcia Roza em 1996, em "O Silêncio da Chuva", é a maior criação da literatura policial brasileira. Nos últimos 13 anos, uma legião de fãs sempre aguardou ansiosamente as aventuras do herói pelas ruas do Rio de Janeiro, em especial pelas de Copacabana. Após ter ganho o Jabuti logo em sua estréia, o autor deu sequência à saga de Espinosa em dois outros excelentes livros : " Achados e Perdidos" (que virou filme, com Antônio Fagundes e Zezé Polessa)e "Vento Sudoeste". Com o passar dos anos, surgiram outros títulos que se não mantiveram o mesmo nível de interesse da trama, pelo menos, foram aprofundando a intimidade dos leitores com o Delegado. Suas lasanhas congeladas, o kibe da galeria Menescal, a caminhada da Delagacia, na rua Hilário de Gouveia, para casa, no Bairro Peixoto, os interlúdios amorosos com Irene, enfim, toda a atmosfera em torno do policial tornou-se mais importante do que a trama da vez. Em "Céu de Origamis", todos esses elementos estão presentes e cumprem a função sedutora de sempre (acrescido de alguns novos, como o aparecimento do filho Júlio), a diferença é que dessa vez a trama volta a se impôr. Um caso rocambolesco envolvendo o desaparecimento de um pacato dentista joga Espinosa em uma das narrativas mais instigantes já publicadas por Garcia Roza, comparável aos três primeiros títulos citados. Que bom que o delegado cinquentão está de volta. Mais vivo do que nunca.

    10 curtidas

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    Luiz Alfredo Garcia-Roza

    Luiz Alfredo Garcia-Roza nasceu em 1936, no Rio de Janeiro. Formado em filosofia e psicologia, é autor de vários livros nessas áreas. Renomado autor de ficção policial, criou o delegado Espinosa. Seu romance de estréia, O Slilêncio da Chuva, recebeu os prêmios Nestlé e Jabuti em 1997. É autor de O Silêncio da Chuva (1996), Achados e Perdidos (1998), Vento Sudoeste (1999), Uma Janela em Copacabana (2001), Perseguido (2003), Berenice Procura (2005), Espinosa Sem Saída (2006), Na Multidão (2007), Céu de Origami (2009),Fantasma (2012),Um lugar perigoso (2014) e A última mulher (2019). Faleceu no dia 16 de Abril do ano de 2020 em decorrências de uma doença neurológica que o deixou internado há mais de um ano.

    45 Livros
    146 Seguidores
    RJ, Brasil

    Luiz Alfredo Garcia-Roza