Todos contra todos - O ódio nosso de cada dia

    Leandro Karnal

    Leya
    2017
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9788544105320
    Português Brasileiro

    Podemos até não viver no paraíso, mas passamos muito longe do inferno: o Brasil é uma terra sem furacões ou terremotos, sem guerras civis ou genocídios, sem violência ou racismo. Um país em ódios nem preconceitos. Neste livro, Leandro Karnal mostra que esse quadro pintado em cores ternas não resiste ao teste da história. É uma de nossas ilusões, realimentada ao longo de séculos. Todos contra todos escancara a polêmica das palavras que ferem, a natureza das reações raivosas dirigidas ao outro e o porquê de escondermos de nós mesmos a adesão às pequenas e grandes maldades do dia a dia. Com a marca da fala fácil e envolvente que o transformou no historiador mais pop do Brasil, Karnal não só disseca a natureza do ódio, da violência e do preconceito brasileiro, como explora as origens de um sentimento universal que negamos e odiamos sentir.

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    @rafamedeirosmartins21/06/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O ódio nosso de cada dia

    Prof. Karnal desmonta a mítica do Brasil pacífico, amável, da terra idílica e sem confront. Com abordagem histórica nos mostra a faceta que sempre quisemos esconder: o povo brasileiro é violento, preconceituoso, racista e que sente ódio. De tranquilo no Brasil, somente as placas tectônicas. "Somos um país violento. O ódio sempre esteve lá. Um homem fracassa no seu projeto amoroso. O que é mais fácil? Culpar o feminismo ou a si? Os slogans são eficazes: 'toda feminista precisa de um macho', 'os gays estão dominando o mundo', 'sem Terra é tudo vagabundo'. Curtas, carregadas de dor, as frases entram no raso córtex cerebral do que tem medo e serve como muleta eficaz." (pág 10/11) "Os negros sempre estiveram separados na alma das pessoas brancas. A moral masculina sempre esteve sobre as mulheres. Dizem que "não há a cultura do estupro". O aborto não seria um problema se a moral fosse feita por mulheres." (pag 35) "Posso dizer que há muitas mulheres misóginas, negros racistas, gays homofóbicos. É verdade. O preconceito é um câncer tão insidioso que ele atinge a vítima." (pág. 37)

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