"- We just want to be safe.
- Nowhere in the world is safe - Count Olaf said.
- Not with you around - Violet agreed.
- I'm no worse than anyone else - Count Olaf said."
Como consequência do que acontece no fim do volume anterior, os três Baudelaire acabam tornando-se náufragos em uma ilha, à qual chegaram juntamente do conde Olaf.
"Even though we're shipwrecked, were still in the same boat."
É muito irônico e engraçado ver como o fato de estarem nessa situação, isolados do resto da cidade, das instituições policiais, bancárias e de justiça faz com que nenhum deles - nem o conde Olaf nem os Baudelaire - consigam alcançar seus objetivos. Já que não há ninguém que possa julgar e prender Olaf por seus crimes, mas também ninguém que possa conceder a ele a fortuna dos Baudelaire.
Depois de um tempo, eles descobrem que há pessoas vivendo na ilha, e aos poucos as crianças vão percebendo que aquele lugar está muito mais relacionado à história deles, de seus pais e de todos os mistérios que permeiam sua família do que poderiam imaginar.
O livro foi uma leitura bem divertida, além de trazer algumas reflexões muito interessantes sobre o bem e o mal, abusos de autoridade e manipulação, sempre com o uso de várias metáforas e analogias, além do tom irônico e característico do narrador.
Esse encerramento não trás respostas para todos os mistérios que foram levantados ao longo da série mas, ainda assim, achei bastante satisfatório e condizente com o que já vinha sendo construído até aqui.