O Diário de Bridget Jones -

    Helen Fielding

    Record
    2003
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-13: 9788501053213
    Português Brasileiro

    O romance relata um ano na vida de Bridget Jones, uma mulher solteira, de trinta e poucos anos, que luta com todas as forças para emagrecer, encontrar um namorado, parar de beber e largar o cigarro. Uma história aparentemente comum, mas narrada em estilo impecável e extrema sensibilidade. Numa demonstração de acuidade, a autora tira do cotidiano de uma balzaquiana a matéria-prima para um livro memorável.

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    Renata Cereser Sogi picture
    Renata Cereser Sogi17/02/2013Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Muitas mulheres se enxergam através desta personagem

    O DIÁRIO DE BRIDGET JONES foi o livro responsável pelo gênero chick-lit (romances leves e divertidos para mulheres) que tanto agrada o público feminino. Bridget Jones é a anti-heroína de trinta e poucos anos que mora sozinha em Londres, loira, gordinha e atrapalhada, sofre de um tipo de “diarréia verbal crônica”, tem um emprego do qual não gosta muito, um chefe meio tarado, uma mãe perua que quer casá-la que qualquer jeito e tem dois objetivos principais: ela quer emagrecer e arranjar um namorado. Ela também tem alguns objetivos secundários, como arrumar um emprego melhor, deixar de fumar e beber menos. Enfim, Bridget é uma mulher como muitas outras no mundo: se acha a mais feia e a menos desejada pelo universo masculino. A trama do livro é desenvolvida em forma de diário que começa em primeiro de janeiro e termina em 31 de dezembro daquele ano, e contém informações que a protagonista considera muito importantes tais como: a quantidade de calorias, bebidas e cigarros consumidos no dia. São relatos de encontros e desencontros com namorados, beijos, transas, traições, idas à balança, chocolates comidos em momentos de depressão, saídas com amigos, bebedeiras, etc. Repleto de rotina e paranóia feminina, ler este livro é como fazer uma nova amiga que possui uma vida com diversas semelhanças com a sua. Provavelmente esse é um motivo de Bridget ser um livro tão aclamado: ele fala conosco sem frescuras e delongas e faz lembrar-nos de nós mesmas em diversas situações engraçadas e vexatórias. A autora não teve a menor intenção de nos fazer refletir sobre absolutamente nada importante, não é nem de perto uma leitura essencial na sua vida: ele foi feito para divertir e cumpri esse papel razoavelmente bem. Confesso que, pela primeira vez na vida, gostei mais do filme homônimo do que do livro: a Bridget Jones do filme é infinitamente mais engraçada e carismática. Outra vantagem do filme é de vermos os outros personagens ganharem vida e voz próprias, não somente através dos perfis relatados no diário da protagonista. Mas seja livro ou filme, sem dúvida há uma identificação automática das leitoras com Bridget, e creio ser esta identificação a grande responsável pelo sucesso da história.

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