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    Espinosa e o problema da expressão -

    Gilles Deleuze

    Editora 34
    2017
    432 páginas
    14h 24m
    ISBN-10: 8573266740
    Português Brasileiro
    4.6
    8 avaliações
    Leram12Lendo4Querem47Relendo0Abandonos2Resenhas1
    Favoritos2Desejados47Avaliaram8

    As definições correntes da filosofia não se aplicam a Espinosa, pensador escandaloso e solitário, que concebeu a filosofia como uma empresa de liberação e desmistificação radicais, cujos únicos paralelos talvez sejam Lucrécio e Nietzsche. Em Espinosa e o problema da expressão, Gilles Deleuze (1925-1975) mapeia, no pensamento do filósofo holandês, as relações entre teoria da substância, teoria da ideia e teoria das paixões e das ações, pondo em destaque, particularmente, as conexões entre substância e a composição dos modos finitos de existência. Apresentado originalmente como tese complementar de doutorado e publicado na França em 1968, quase simultaneamente a Diferença e repetição, este é um livro fundamental na trajetória do autor de O anti-Édipo. Aqui, ao mesmo tempo em que discute o conceito de “expressão” e apresenta de forma sistemática o pensamento de Espinosa, o texto põe em evidência a operação deleuziana de leitura, suas maneiras de agir e de saber. Traduzido com rigor pelo coletivo GT Deleuze ― 12, sob a supervisão de Luiz B. L. Orlandi, este é um livro raro, no qual ― como deixa entrever o posfácio de François Zourabichvili ― Deleuze ilumina Espinosa e Espinosa ilumina Deleuze.

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    Kaique Polino Ruvollo picture
    Kaique Polino Ruvollo13/02/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Texto essencial para a compreensão da filosofia de Espinosa

    O livro de Deleuze não é acessível a quem está se introduzindo nos textos espinosanos ou àqueles que buscam uma entrada para a sua filosofia. Por constituir uma tese complementar de doutorado, Espinosa e o Problema da Expressão não se prende a noções preliminares e já se inicia tratando dos pontos principais do espinosismo sem a preocupação de situar o leitor, utilizando para tanto um vocabulário preciso e muito técnico. Todavia, para quem tem a disposição e o conhecimento prévio necessário, esta obra é um tesouro filosófico que, sem sombra de dúvidas, aprofunda e ressignifica a compreensão da filosofia de Espinosa.

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    Gilles Deleuze profile picture

    Gilles Deleuze

    O trabalho de Deleuze se divide em dois grupos: por um lado, monografias interpretando filósofos modernos (Spinoza, Leibniz, Hume, Kant, Nietzsche, Bergson, Foucault) e por outro, interpretando obras de artistas (Proust, Kafka, Francis Bacon, este último o pintor moderno, não o filósofo renascentista); por outro lado, temas filosóficos ecléticos centrado na produção de conceitos como diferença, sentido, evento, rizoma, etc. O filósofo do Corpo-sem-Órgãos (figura estética de Antonin Artaud, retomada como conceito filosófico por Deleuze em parceria com Félix Guattari). Para ele, O ofício do filósofo é inventar conceitos. Assim como Nietzsche cria a personagem-conceito de Zaratustra, Deleuze afirma em L'abécédaire, entrevista dada a Claire Parnet, ter criado com Félix Guattari o conceito de ritornelo - refrão, forma de reterritorialização (povoamento), e desterritorializaçao. Uma filosofia da imanência, dos diagramas, dos acontecimentos. As principais influências filosóficas terão sido Nietzsche, Henri Bergson e Spinoza. Uma das grandes contribuições de Deleuze foi ter se utilizado do cinema para expor sua forma de pensamento, através dos conceitos de cinema-movimento e cinema-tempo. Deleuze foi um dos filósofos que teorizou as instâncias do atual e do virtual (já elaboradas por outros pensadores), construindo um olhar sobre o mundo a partir das possibilidades: "Um pouco de possível, senão sufoco"

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    Gilles Deleuze