Considerado o Freaknomics feminista, este livro questiona o modelo masculino do pensamento econômico. Nele, a jornalista econômica Katrine Marçal explica como as bases teóricas da economia ignoram a mulher, cujo papel era provir o lar. Séculos depois, essa mesma lógica continua excluindo a mulher, que precisa fazer jornada dupla ao gerir carreira e família. Com linguagem envolvente e perspicaz e recheada de dados, a autora explica o funcionamento do mercado baseado na figura do homem econômico e defende que a única solução para uma sociedade mais igualitária é um pensamento econômico mais feminista.
O lado invisível da economia - Uma visão feminista
Katrine Marçal
Uma visão feminista da economia
O pensamento feminista tem o poder de nos fazer repensar antigas estruturas e conceitos pré-determinados ou ideias equivocadas enraizadas que oprimem. Ele nos coloca diante de novas reflexões e questionamentos nos fazendo olhar para o mundo sob outra perspectiva, de forma mais madura consciente e menos egoísta, principalmente repensando o patriarcado. O Livro O lado invisível da economia – uma visão feminista contribui para estas reflexões. Citações: “A mulher recebeu a tarefa de cuidar dos outros, não de maximizar seu próprio ganho. A sociedade lhe disse que ela não pode ser racional porque o parto e a menstruação a amarraram ao corpo, e o corpo foi identificado como o oposto da razão.” “As mulheres nunca tiveram permissão para ser tão egoístas como os homens. Se a economia é a ciência do interesse pessoal, como a mulher se encaixa nela? A resposta é que o homem teve permissão para representar seus interesses, e a mulher ficou representando o frágil amor que precisa ser conservado. Senso excluída. “ “Os frutos do trabalho masculino podiam ser armazenados em pilhas e medidos em dinheiro. Os resultados do trabalho feminino eram intangíveis”. “A mulher se tornou “corpo” para o homem poder ser “alma”. Ela ficou cada vez mais atada a uma realidade corpórea para que ele pudesse se libertar dela.” “Na realidade, a renda obtida fora de casa pode ter um impacto nas relações de poder dentro da família e , por sua vez, influenciar as escolhas. A mamãe tem menos poder de decisão porque papai paga as contas.” “A vida dos homens é valiosa. A vida das mulheres é valiosa em relação à dos homens.” “O trabalho das mulheres é um recurso natural que não achamos que precisamos levar em conta. Supomos que sempre existirá. É considerado uma infraestrutura invisível e indelével.” “Correr riscos excessivos é o que quebra os bancos e gera crises financeiras, então será que os homens não têm hormônios demais para cuidar da economia? Outros estudos mostram que mulheres tem a tendência pelo menos igual à dos homens a correr riscos, mas só quando estão no meio de seu ciclo menstrual. Será que o problema com os banqueiros é que eles são como mulheres ovulando? Qual a ligação entre o ciclo de negócios e o ciclo menstrual?” “A economia não tinha a ver com dinheiro. Desde o início, tinha a ver com o modo como vemos as pessoas. Fundamentalmente, a economia era a história de como nos comportamos para lucrar em uma situação determinada. Em todas as situações. As consequências não tem importância.” “Enquanto a linguagem humana é usada para descrever o mercado, a linguagem do mercado é cada vez mais usada para descrever as pessoas. A economia se tornou gente, e nós nos tornamos a economia.” “Os recursos do mundo são limitados, e isso leva à disciplina porque as pessoas são forçadas a competir para sobreviver. Soluções de mercado e grandes abismos sociais são, portanto, uma forma de manter tudo em ordem. Se as pessoas conseguirem o que precisam sem ser forçadas a competir, então não haverá uma razão para serem disciplinadas. “
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