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    A História ou a Leitura do Tempo -

    Roger Chartier, Roger Chartier

    Autêntica Editora
    2009
    77 páginas
    2h 34m
    ISBN-13: 9788575263938
    Português Brasileiro
    4.1
    101 avaliações
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    Este ensaio reflete sobre as interrogações que permeiam, hoje em dia, a escritura da história. A partir dos anos 1970 e das obras de Paul Veyne, Hayden White e Michel de Certeau, os historiadores discutiram duas questões essenciais: de um lado, a tensão entre a forma retórica e narrativa da história, partilhada com a ficção, e seu estatuto de conhecimento comprovado; de outro, a relação entre o lugar social em que a história como saber se produz (agora a universidade, anteriormente a cidade antiga, o mosteiro, as cortes, as academias) e a seus temas, técnicas e retórica. Recordando e deslocando essas questões clássicas, este ensaio destaca três problemas mais recentes: 1) A concorrência para a representação do passado entre história, literatura e memória; 2) As possibilidades e os efeitos da comunicação e da publicação eletrônicas sobre a investigação e a escritura históricas; 3) A construção da relação entre as experiências do tempo e a construção do relato histórico.

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    Nayara Rafaelly03/09/2020Resenhou um livro
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    O ensaio faz uma reflexão a respeito das muitas interrogações que ocorreram a partir dos anos de 1970, com o objetivo de debater a suposta “crise da história”, é fundamentado nas questões postas por Hayde White, Paul Veyne e Michel de Certou. Por um lado era defendida a idéia da história enquanto ciência comprovada, e o outro, o conflito presente entre a forma retórica e a narrativa da história, dividida com a ficção. Chartier faz uma introdução aos conceitos base de representação, temporalidade e as formas de se pensar e escrever a história. A partir dessas questões, o ensaio enfatiza três problemas mais recentes: primeiro a provável concorrência entre história, literatura e memória, como representação do passado. Segundo, os efeitos que a comunicação e publicidade eletrônica podem gerar nas investigações e escrita da história. E por fim, a relação entre as experiências do tempo e a do relato histórico. Em seus estudos, Paul Ricoeur diferencia memória e história usa como exemplo testemunho e documentos, reconhecimento e representação do passado. Segundo ele a historiografia tem o compromisso com a busca da veracidade, já a memória geralmente é entendida como se fosse naturalmente verdadeira. Em A memória, a história, o esquecimento, Ricoeur diferencia o trabalho historiográfico em três fases: o estabelecimento da prova documental, a construção da explicação, e a apresentação em forma literária. Mas, chama atenção para o fato de historia e memória serem incomensuráveis, por existir ligação entre elas. Ainda salienta que em meio a construções de identidades é preciso instituir um critério de verdade histórica, para que não aconteça distorções e construções ficcionais. Sobre as relações entre a cultura popular e a cultura letrada e suas diferenças, Chartier compara metaforicamente a cultura a uma fênix. O historiador diz que a legitimidade e o como pensar a articulação entre os discursos e as práticas é o principal desafio que se apresenta a história cultural. Ainda enfatiza a importância do conceito de representação para a história cultural, porque por meio dele é possível vincular as costumes e analogias sociais com o modo como os indivíduos percebem a si mesmos e aos outros.

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    Roger Chartier

    Historiador francês vinculado à atual historiografia da Escola dos Annales, trabalha sobre a história do livro, da edição e da leitura.

    20 Livros
    50 Seguidores

    Roger Chartier