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    Renovação, 1919 - Fac-símile

    Maria Lacerda de Moura

    UFC
    2015
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-13: 9788572826594
    Português Brasileiro
    5
    1 avaliação
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    "A razão deste livro é simples: Estudei sozinha. Eu mesma me indicava os autores que devia lêr. Conheci-os, uns através dos outros. E lia tudo: livros de philosophia, logica, pedagogia, psychologia, moral, etc, etc - procurando interpretar [...] Uma necessidade imperiosa de meu sêr mandava que eu mostrasse á mulher patricia que, aqui mesmo onde vivemos ha um mundo nôvo, desconhecido de nós mulheres, um mundo de felicidades estranhas, indefinidas, delicadas, - o mundo dos livros bons que nos ensinam a viver vida intensa, a ser util, a derramar a flux - idéas novas, desejos de uma existencia de trabalho proficuo atraente."

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    Maria Lacerda de Moura profile picture

    Maria Lacerda de Moura

    Maria Lacerda de Moura nasceu em maio de 1887 e morreu aos 57 anos em março de 1945. Foi uma pensadora anarquista brasileira e pacifista. Precursora do que se denomina, hoje em dia, como anarcofeminismo. Foi extremamente ativa em sua época e lida por intelectuais, militantes e escritores tanto do Brasil quanto da Espanha, Argentina e Chile. Foi editora/criadora da revista Renascença (seis edições, 1923), uma revista de arte e pensamento que contava com colaboração de anarquistas, feministas e comunistas brasileiros e estrangeiros. O primeiro número da revista, esgotado em dois dias, foi elogiado na imprensa anarquista da época (A Plebe e O Nosso Jornal) e nos meios intelectuais. Escreveu mais de vinte livros e muitos deles tiveram reedições revisadas pela autora tanto em português quanto em espanhol, algumas de suas publicações mais conhecidas são: Renovação (1919, 2015), A mulher e a maçonaria (1922), A fraternidade na escola (1922), A mulher é uma degenerada (1924, 1925, 1932, 2018), Han Ryner e o amor plural (1928, 1933), Religião do amor e da beleza (1926, 1929), Serviço Militar para mulheres: recuso-me e outros escritos (1931, 1999), Amai e… não vos multipliqueis (1932), Clero e fascismo: horda de embrutecedores (1933, 2018), Fascismo: filho dileto da igreja e do capital (1934, 2012, 2018). Era vegetariana e firme em seus posicionamentos anticapitalistas, anticlericais e é considerada uma das primeiras antifascistas das Américas; levando, como palestrante e escritora, palavras contrárias e contundentes ao retrocesso de seu tempo, “em tempos como o de hoje ninguém mais nasce de olhos fechados”, escreveu em A mulher é uma degenerada. Entre 1928 e 1937, viveu em uma comunidade agrícola em Guararema, interior de São Paulo, cuja formação era de anarquistas individualistas e desertores espanhóis, franceses e italianos da Primeira Guerra Mundial. A comunidade foi desfeita devido à repressão da ditadura do Estado Novo. Seu trabalho foi investigado por anarcofeministas, anarquistas e feministas brasileiras e estrangeiras, com destaque à pesquisa de Miriam Moreira Leite nos anos 1980, a primeira a focar exclusivamente na vida e na obra da anarquista. Seus livros raros hoje em dia estão, aos poucos, sendo reeditados por editoras independentes, contudo, não se pode esquecer que o ato de republicar Maria Lacerda é uma ação que coletivos anarquistas já realizavam desde os anos 1990.

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    Minas Gerais, Brasil

    Maria Lacerda de Moura