O livro reúne a correspondência trocada por Júlio de Mesquita Filho (1892-1969) com sua mulher Marina e com correligionários, além de artigos escritos por Júlio para jornais e revistas do Brasil, da Europa e da Argentina durante os dois exílios de que foi vítima – o primeiro, no movimento constitucionalista de 1932, quando morou em Portugal, de 1932 a 1933; e o segundo quando, em 1938, em seguida ao golpe do Estado Novo, partiu para a França, de lá para os Estados Unidos e depois para Buenos Aires, onde morou até 1943 e enfrentou todo o processo de desapropriação do jornal O Estado de S. Paulo, de sua família e do qual foi diretor, confiscado durante o governo de Getúlio Vargas. Júlio de Mesquita Filho foi exilado duas vezes. Na primeira, partiu de navio para Portugal com outros presos do movimento constitucionalista de 1932, e lá morou com sua família de 1932 a 1933. Na segunda, em 1938, em seguida ao golpe do Estado Novo, partiu para a França com um grupo de correligionários e de lá para os Estados Unidos e depois para Buenos Aires, onde morou até 1943 e enfrentou todo o processo de desapropriação do jornal O Estado de S. Paulo, pertencente à sua família e do qual era diretor. Este livro traz as cartas trocadas entre Júlio e sua esposa Marian, nos períodos em que ela viajava para o Brasil para visitar a família e os amigos. Além das cartas, o livro traz artigos que Júlio escreveu para O Estado de S. Paulo antes de o jornal ser confiscado pela ditadura, em 1940, e para publicações francesas e argentinas. Nas cartas, Júlio e Marina analisam os fatos políticos dos momentos conturbados pelos quais passaram e tratam bem de família, ciúmes e saudades.
Cartas do exílio - a troca de correspondência entre Marina e Júlio de Mesquita Filho
Júlio de Mesquita Filho, Marina Mesquita, Ruy Mesquita Filho
Editora Terceiro Nome
2017
375 páginas
12h 30m
ISBN-13: 9788587556639
Português Brasileiro
Edições (1)
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