"A pregação sempre deve ser teológica, sempre deve ser alicerçada sobre um fundamento teológico... Não existe forma de pregação que não deva ser teológica... Estou disposto a argumentar que, de muitas maneiras, a pregação evangelística deveria ser mais, e não menos, teológica do que qualquer outra pregação... A evangelização sem fundo teológico nem ao menos é evangelização em qualquer sentido verdadeiro... O pregador deveria ser bem versado em teologia bíblica..."
Breve Teologia da Evangelização -
Herminsten Maia Pereira da Costa
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Ver maisCOSTA, Hermistein Maia Pereira da. Breve Teologia da Evangelização. São Paulo: PES, 1996. O “Breve Teologia da Evangelização”, de Hermistein Maia, faz jus ao nome, pois é “breve” (85 páginas de um livro pequeno e incluindo as famosas notas de rodapé do autor) e é uma teologia da evangelização, um esboço expositivo e temático das Escrituras. É bem didático, professoral e enciclopédico, como próprio do autor. Embora rico em exposições das mais variadas passagens das Escrituras, é pobre em exemplo. Também, não cita nenhum movimento específico, nem método algum. Apesar de breve, é bem amplo, e por isso não aprofunda os assuntos abordados, servindo como um bom manual de ensino de teologia bíblica. O livro inicia com uma explicação do vocábulo evangelho, suas origens e significado. Em seguida, procura definir evangelização além de apresentar os pressupostos da evangelização: inerrância das Escrituras, universalidade do pecado, soberania de Deus, responsabilidade humana, suficiência e eficácia da Obra de Cristo, o propósito de Deus em salvar o seu povo, o ministério eficaz do Espírito Santo, o anseio pelo regresso de Cristo, a doutrina da eleição, glorificar a Deus. No terceiro capítulo, define Igreja, fala do papel do Espírito Santo através da Igreja, das marcas da Igreja e da Igreja como proclamadora do Evangelho) Em seguida, busca definir o evangelho e a boa nova, a origem e a eternidade do Evangelho, o conteúdo e o significado da proclamação (as insondáveis riquezas de Cristo, a glória de Cristo, a Palavra do Senhor, a morte expiatória de Cristo, Jesus e a ressurreição, todo desígnio de Deus, o reto juízo de Deus através de Cristo, o senhorio de Cristo, a graça de Deus e a preservação de Deus), a universalidade da proclamação, apresenta as reivindicações do Evangelho, tais como o arrependimento, a fé em Jesus Cristo, a conversão a Deus, o recebimento do Evangelho, a obediência, a perseverança, o viver de modo digno, e, por fim, os frutos do Evangelho. Finalmente, o autor dá uma palavra final aos proclamadores, apontando que a pregação é responsabilidade e privilégio de todo cristão, por isso não podemos nos envergonhar do Evangelho, devemos estar sempre prontos, ter o senso de urgência, ensinar com simplicidade, estar comprometido com Deus, pregar de boa vontade, servir ao evangelho, possuir abnegação e perseverança, humildade, integridade e dignidade, desinteresse financeiro, firmeza doutrinária, e apresentar toda a Escritura sem deturpá-la e não criar obstáculo ao Evangelho. Em seguinda, aponta que a nossa proclamação fundamenta-se na Palavra, que as oportunidades são imprevisíveis, que devemos estar preparados para defender o evangelho, que evangelizar e ensinar são inseparáveis e permanentes e que devemos ter consciência de que o nosso trabalho depende inteiramente do Espírito da graça de Deus.
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