Ryouji é o funcionário de uma fábrica de carnes e, durante a visita da jovem herdeira dessa empresa, ocorre um acidente que faz os dois se aproximarem. Ela, Hanako Shikabani, pede então que ele seja uma espécie de criado seu e o leva para sua casa.
Lá ele descobre que a família Shikabani, que perdeu os pais recentemente, são pessoas perturbadas com uma natureza repugnante: eles comem carne humana. Ryouji fica horrorizado mas, ao descobrir a condição de Hanako - ela nunca conseguiu seguir essa natureza, de forma que desenvolveu anorexia ao se recusar alimentar de carne humana -, decide seguir ali.
Demora um pouco para, depois de tanto fanservice, a estória de Anorexia ganhar forma. No início não havia ficado muito animada, por já conhecer trocentas estórias de pessoas que comem carne e bebem sangue humano, mas foi interessante como esse mangá não focou apenas nisso. Geralmente estórias assim trazem as regrinhas desses "monstros" e tudo mais, mas Anorexia é mais que isso.
O foco mesmo é cada membro da família Shikabani e cada personagem ali, em que é mostrado que têm histórias obscuras. Há muitas reviravoltas, de forma que o mangá acabou sendo muito surpreendente em vários momentos.
Ultimamente tenho estado desanimada com mangás (desde Automatic Angel, acho), mas esse foi uma boa leitura. A arte é bonita e a estória me impressionou em muitos momentos; mesmo sendo apenas dois volumes, desenvolve bem cada personagem e isso sempre me agrada muito.