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    A Cidade e as Serras (Coleção Núcleo de Literatura) -

    Eça de Queiroz

    Núcleo
    2012
    175 páginas
    5h 50m
    ISBN-13: 9788572633628
    Português
    3.2
    3 avaliações
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    Publicado em 1901, ano seguinte ao da morte de Eça de Queirós, o romance estabelece uma antítese entre a cidade (símbolo da civilização, do progresso, da técnica) e as serras (o campo, a natureza, a simplicidade). A narrativa traz a história de Jacinto, descendente de portugueses que vive de forma abastada em Paris, o centro do mundo na época. Ao voltar a Tormes, em Portugal, para as serras de seus antepassados, Jacinto descobre a Natureza, recupera sua estabilidade interior e reconcilia-se com a vida. Toma consciência da individualidade e da infinita variedade das formas presentes na natureza, opondo-a à massificação dos grandes centros urbanos.

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    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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