Condições Artificiais é o segundo volume da série Diário de um Assassino, escrita pela autora Martha Wells.
Assim como em Alerta Vermelho — primeiro livro da saga — a narrativa é conduzida em primeira pessoa pelo protagonista, peculiarmente conhecido como robô-assassino, uma inteligência artificial que, após conquistar sua autonomia, busca compreender a si mesmo e o mundo que o criou.
A escrita de Martha Wells é ágil, sarcástica e ao mesmo tempo sensível. A autora consegue equilibrar cenas de ação e suspense com momentos de ironia e crítica social, especialmente em relação ao poder das corporações e ao valor atribuído à vida (humana ou artificial). Fora o sacarmos do personagem principalmente que se torna um show aparte.
Condições Artificiais aprofunda a construção de robô-assassino como um personagem complexo e carismático, ao mesmo tempo em que amplia o universo narrativo iniciado no primeiro volume. Trata-se de uma obra que, embora curta, oferece uma rica combinação de ação, reflexão filosófica e humor ácido — características que são o ponto chave dessa série.
A experiência de leitura é rápida, mas não superficial: a gente se vê envolvido em dilemas éticos que ultrapassam os limites do gênero. O segundo livro, mantém o mesmo ritmo cativante de seu antecessor, e com isso, não perde o brilho, é um livro que entretém, nos prende na leitura, e o fato de ter poucas páginas, continua mantendo o livro muito bom, pois assim a autora trabalha em pontos específicos e sem enrolação.
• SPOILERS | Quotes, Notes & Highlights •
"— Eu não faço ameaças. Eu só aviso o que vou fazer."
"— Às vezes as pessoas fazem coisas com você que fogem do seu controle. A única saída é sobreviver e seguir em frente."
"— Desculpa. Eu devia ter seguido seu conselho.
— Não foi sua culpa.
Ela enrugou a testa.
— Meio que foi, sim.
— Foi minha culpa.
— Então foi culpa de nós dois, mas não vamos contar para ninguém — decidiu Tapan e então remexeu a interface no ouvido."