Foi uma enorme surpresa descobrir que já havia lido outros livros da autora. Dear Heart é muito melhor do que a trilogia The Game Series, estou feliz em saber que a escrita da autora evoluiu. No entanto, os seus romances são apenas bons passatempos, nada mais. Sempre finalizo seus livros com a sensação de que faltou mais desenvolvimento e profundidade, o que é uma pena já que a escrita da J. Sterling tem potencial. Além disso, confesso que os diálogos me incomodaram um pouco, pois às vezes pareciam dois adolescentes imaturos e inexperientes conversando do que dois adultos.
No final, a atitude imatura do Cal me surpreendeu, não esperava que ele fosse tão covarde. São muitos contras, é verdade, mas eu me identifiquei com a história. É um belo de um clichê, sem dúvidas. Sou muito parecida tanto com a Jules quanto com o Cal em priorizar a vida profissional acima de tudo. Tenho muita dificuldade em equilibrar a balança e os estudos e a minha carreira costumam sempre pesar mais, exigindo mais do meu tempo e dedicação. No momento, um relacionamento amoroso tem para mim o gosto amargo da procrastinação. Não é nem um pouco saudável pensar assim, eu sei, mas é a verdade. Tem fases das nossas vidas que parece que temos que afastar algumas coisas para focar em outras.
Com isso, sejam bem-vindos à vida adulta, que se resume em: faculdade, trabalho, família e amigos. Não necessariamente nessa ordem, mas realmente acho que se adicionasse um namorado à lista, eu não iria aguentar a pressão. Contudo, é claro que gostaria de viver um romance como o da Jules e do Cal, seria um sonho... ou um pesadelo? É tipo aquela famosa frase: “Deus me livre, mas quem me dera.”
P.S.: Faz um tempinho que finalizei esse livro e, quando fui pensar nele de novo, percebi ter esquecido o nome do protagonista masculino. Na verdade, quase nada do romance me marcou. O livro me fez refletir, sim, mas todos os livros têm esse efeito em mim, agora percebo que isso não significa que o livro foi bom. Dear Heart é, infelizmente, somente mais um na minha estante, sem muito a acrescentar. Recomendo se você estiver em uma ressaca literária, como eu estava.