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    Jamais fomos modernos (Trans) - Ensaio de antropologia simétrica

    Bruno Latour

    Editora 34
    1994
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-10: 8585490383
    Português Brasileiro
    4.1
    139 avaliações
    Leram256Lendo54Querem373Relendo1Abandonos15Resenhas3
    Favoritos21Desejados373Avaliaram139

    Rios poluídos, embriões congelados, robôs, organismos geneticamente modificados - como compreender esses "objetos" estranhos que invadem cada vez mais o nosso mundo? Eles concernem à esfera da natureza ou da cultura? Até algum tempo atrás, as coisas pareciam simples: a gestão da natureza cabia aos cientistas e a gestão da sociedade, aos políticos. Mas essa partilha tradicional já se mostrou impotente para dar conta da "proliferação dos híbridos"; daí o sentimento de desconforto que estes nos causam e com o qual a filosofia contemporânea tem sido incapaz de lidar. Em Jamais fomos modernos, Bruno Latour arrisca uma hipótese inovadora: e se tivermos errado o caminho? E se reconhecermos que nossa sociedade "moderna" nunca funcionou de acordo com a divisão que funda seus sistemas de representação, a distinção drástica entre natureza e cultura? Na prática, nunca deixamos de criar objetos híbridos, que pertencem à natureza e à cultura simultaneamente. Publicado na França em 1991 e traduzido para dezenas de idiomas, este livro-manifesto, que defende mudanças radicais em nossas formas de compreender o mundo, tornou-se rapidamente um marco do pensamento contemporâneo e continua a abrir novos horizontes em múltiplos campos do conhecimento, da ação e da política.

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    Jan Luc Tavares27/08/2016Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Contextualização geral do livro

    Jamais Fomos Modernos é um livro de Latour escrito em 1991, a obra já foi traduzida para mais de 20 línguas e é considerada renovadora das discussões de antropologia, analisa o conceito de "moderno", que distinguiria a cultura ocidental dos demais povos que poderiam ser considerados selvagens, primitivos, basicamente não-ocidentais. No livro Latour afirma que nossa Modernidade jamais passou de um projeto e defende que tal projeto falhou. A primeira parte do livro é uma tentativa de mostrar quais seriam os fundamentos de nossa modernidade, a partir de uma polêmica histórica entre o filósofo Thomas Hobbes, e o cientista Robert Boyle, ambos britânicos. Tratava-se ali do projeto de separação entre regiões ontológicas distintas - Natureza e Cultura - e das possibilidades de se agir sobre elas. Latour procura mostrar de que forma isso não se efetiva na dita Modernidade, para num segundo momento do livro introduzir seus conceitos de antropologia e do estudo da produção científica. Confira o artigo ˜Bruno Latour" na Wikipedia, lá eu escrevi um resumo completo do livro.

    6 curtidas

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    Bruno Latour

    Bruno Latour nasceu na cidade francesa de Beaune, na Borgonha, em 1947. Formado em filosofia e antropologia, foi entre 1982 e 2006 professor do Centre de Sociologie de l’Innovation na École Nationale Supérieure des Mines em Paris, além de professor visitante na University of California San Diego, na London School of Economics e em Harvard. Hoje leciona na Sciences Po de Paris. Em 2013 recebeu o Holberg Prize por sua contribuição às ciências humanas. É autor dos livros Vida de laboratório (com Steve Woolgar, 1979), Ciência em ação (1987), Jamais fomos modernos (1991), Políticas da natureza (1999) e Diante de Gaia (2015), entre outros.

    24 Livros
    24 Seguidores

    Bruno Latour