Versão impressa dos textos do jornalista e escritor Carlos Urbim que deram origem à série "Histórias Gaúchas: Farrapos", da RBS TV. Com conceito editorial e gráfico arrojados, conta a história da Guerra dos Farrapos ao estilo de uma reportagem e exibe exuberante iconografia de época. Acompanha um pôster com cronologia e principais personagens. ==== https://www.pucrs.br/delfos/acervos/escritores-e-jornalistas/carlos-marino-silva-urbim/
Os Farrapos -
Carlos Urbim
"Os Farrapos", de Carlos Urbim, editado pela ZH Publicações em setembro (claro!) de 2001, é uma obra que reconta a história da guerra civil gaúcha, apresentando-a de forma peculiar. (É claro que quem já leu "Os Varões Assinalados", de Tabajara Ruas, não se surpreende com a história...) ;-) A aparência da obra é imponente: capa de papelão com aspecto envelhecido; embalada em um lenço vermelho dentro de uma caixa especial; folhas acartonadas (mais duráveis); ilustrações e fotografias de aspectos históricos; diagramação diferenciada; quadros de informações acessórias ao texto; capítulos divididos pelas "fases" da revolução; e um pôster com uma linha de tempo dos fatos mais marcantes da guerra dão à obra um aspecto de reportagem, pelo seu movimento, ação, proximidade, que faz parecer que a guerra está acontecendo neste momento. A narrativa destaca os feitos heróicos dos homens que mais tarde viraram nome de rua e sempre informa as fontes, as evidências e os estudiosos que defendem ou contestam os julgamentos do caráter desses heróis que se popularizaram. A obra tenta parecer imparcial, ora exaltando os atos dos rebeldes, ora os dos legalistas. São apresentadas as causas, o contexto, o desenrolar da guerra, as estratégias, as batalhas, as decisões, as indecisões, as intrigas, as espertezas, os ideais e valores defendidos, os inúmeros heróis, a heroína, as vitórias de um lado e de outro, a pacificação e o "saldo", intitulado "Quem ganhou a guerra dos farrapos?". Discutem-se brevemente as principais questões polêmicas relacionadas, como o tratamento aos escravos, o papel das mulheres, a organização política em república e, especialmente, os méritos dos comandantes. A linguagem simples, a forma quase romanceada com que se conta a história e a abundância de ilustrações da obra tornam a leitura fácil, quase hipnotizante mas não absolutamente convincente. O tema, embora trágico (ou talvez por isso mesmo) desperta o interesse e a "sede" de conhecimento que os gaúchos têm pelas coisas de sua terra e de sua gente, o que torna a leitura prazerosa e a obra, um "best-seller" no Estado! 30/11/2001
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