Fernando Souza do Ó
Militar do exército alcançou o oficialato em São Gabriel (RS) chegando até o posto de Capitão; cursou contabilidade e direito e, após pedir baixa do exército, passou a exercer a profissão de advogado na cidade gaúcha de Santa Maria, para onde transferiu residência. Casou-se em 1915 com Maria Altina Pereira do Ó e tiveram 11 filhos, 24 netos, 18 bisnetos e um tetraneto. Converteu-se ao Espiritismo em 1932 juntamente com toda a família. Orador de raras qualidades foi muito solicitado para proferir palestras; participou de inúmeras Semanas Espíritas, Congressos, Simpósios e presidiu a Aliança Espírita Santamariense. Médium receitista, recebia em sua casa uma média de 100 cartas semanais, de todo o Brasil, pedindo receitas. Filantropo, além da caridade aos necessitados, prestava assistência jurídica gratuita àqueles que não tinham recursos. Jornalista, Fernando Souza do Ó colaborou com diversos jornais do Rio Grande do Sul e de outros Estados, além da atuação permanente na imprensa espírita. Escreveu sete romances espíritas: A dor do meu destino, ...E as vozes falaram, Almas que voltam, Marta, Apenas uma sombra de mulher, Alguém chorou por mim e Uma luz no meu caminho, proporcionando em todos eles a capacidade de compreender o sentido profundo e elevado da Vida com a simplicidade e a lógica que o Espiritismo oferece. Romancista, contista, teatrólogo, jurista, militar, diplomado em direito (1932). Tem obras de direito e educação. Fernando do Ó desencarnou em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, aos 5 de novembro de 1972.
Extraído do periódico “Terceiro Milênio” da USE, de Nov/2007