Volume 26
Que essa fase inicial de Naruto tem bastante qualidade, todos sabemos. Afinal, virou um clássico incontestável. Agora, revisitar depois de anos a primeira grande, e dolorosa, batalha entre os ex-companheiros, permite perceber a genialidade do Kishimoto. Primeiramente, que mangá bonito. É nítido o cuidado que o autor teve ao pensar em cada quadro ilustrado. Cada perspectiva e sombreamento, deliberadamente utilizado para conversar com a narrativa que é, ao mesmo tempo, frenética e melancólica. Fiz até uma atualização, dizendo que o autor estava em seu ápice artístico, e as páginas que mostram o choque entre o Rasengan e o Chidori, fazem uma bela exemplificação do meu ponto de vista. Fiquei boquiaberto com a ilustração sendo feita majoritariamente em preto, com apenas alguns detalhes luminosos. Claro, há um motivo solido por trás de todo esse esmero: dar vida á batalha entre Naruto e Sasuke. Por isso, vemos mais do que apenas trocas de socos. Presenciamos o inevitável acontecendo. Testemunhamos um laço poderoso se rompendo, por não existir outra saída viável para os dois. Então, há muita porradaria rolando nesse volume 26, mas também muita dor. Por esses e outros motivos, esse volume é um encerramento perfeito para o que estava sendo construído até aqui. Melancólico, mas eficaz.
