“THE WAR OF JOKES AND RIDDLES” part five! It’s tough to beat the two biggest puzzlemakers in the world at their own game, and Batman’s gambits have only pulled him deeper into the moral quagmire where the Riddler and The Joker do their dirty work. All of Gotham City hangs in the balance as Batman faces the ultimate conundrum: are brainteasers better than belly laughs?
Batman #31 - DC Universe Rebirth (volume 3) - The War of Jokes & Riddles, Part 5
Tom King, Mike Janin
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Tá bom… eu achei esse final muito fofinho. Ele querendo contar pra ela um segredo enorme, algo do qual ele se envergonha profundamente, só pra ver se ela ainda vai querer casar com ele. Se ele é digno do amor e da vida dela. Se ela ainda o escolheria sabendo de tudo. Se ela seria capaz de perdoá-lo. Isso me cheira muito a uma criança que não teve os pais por tempo suficiente — ou que teve pais horríveis e foi brutalmente traumatizado. E todo mundo conhece a história do Batman: o garoto que perdeu os pais aos 10, 12 anos, tanto faz. Cresceu com a missão de livrar a cidade dos criminosos sem matar, ok, ele segue esse papel. Mas a gente também precisa olhar pro lado do Bruce Wayne. Pro lado psicológico, pra cabeça dele. Ele é um menino que cresceu sentindo que precisava fazer atos generosos, atos bons, o tempo todo, pra ser reconhecido, pra merecer amor. Tanto que uma das filosofias dele é justamente essa: ele acredita que não merece felicidade, que não merece coisas boas porque não fez nada para “ganhá-las”. No início da run do King, o Batman coloca a própria vida em risco pra salvar pessoas desconhecidas e repete várias vezes se a mãe dele ficaria orgulhosa do homem que ele se tornou. Ele é só um garoto em busca de aprovação. Então faz todo sentido ele se abrir pela primeira vez. A Claire incentiva ele, talvez pela primeira vez na vida, a fazer algo que ele realmente quer, e não apenas o que é considerado certo pela sociedade. E o que ele quer é pedir a Selina em casamento. Quando ele faz isso e ela aceita, eu acredito que ele fica tão feliz que imediatamente acha que não merece essa felicidade. Então, pra ele, isso precisa ser estragado. A qualquer custo. E o jeito que ele encontra pra estragar tudo é contar algo que, pra ele, é imperdoável. Algo horrível, macabro, nojento — porque ele espera que ela reaja do jeito que ele mesmo reagiria: com repulsa, indo embora. No fim, é só mais uma vez um menino desesperado, que não recebeu o amor dos pais — não por culpa dele, nem deles — buscando aprovação. Um menino que cresceu achando que não merece nem um pingo de felicidade.
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