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    A Cidade e as Serras (Biblioteca Folha #21) -

    Eça de Queiroz

    Ediouro
    1997
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-10: 8574020087
    Português
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    Obra publicada em 1901, retrata o contraste entre o dia a dia frenético da metrópole e a vida simples do campo. A história é dividida em duas partes: a primeira narra a vida de Jacinto em Paris, que diante do avanço da civilização, do progresso, das novas tecnologias, da massificação dos centros urbanos, sente-se com um grande vazio interior. A segunda apresenta o personagem de volta a Tormes, em Portugal, onde ele encontra a verdadeira felicidade. Vivendo no campo, ele descobre a si mesmo, além de promover melhorias nas serras, um lugar atrasado e pobre. Decide, então, trocar a vida de luxo em Paris pela simplicidade. A história ironiza os males da civilização e enaltece os valores da natureza, fazendo uma crítica ao estilo de vida desprovido de autenticidade, que engrandece o progresso urbano e industrial e desvaloriza as raízes e a cultura de um país.

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    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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