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    As Cicatrizes de Andy (Série Mercy Bay #2) -

    Layla Casanova

    Amazon
    2017
    245 páginas
    8h 10m
    ISBN-10: B0762BGJ2Z
    Português Brasileiro
    4.3
    34 avaliações
    Leram40Lendo0Querem59Relendo0Abandonos1Resenhas6
    Favoritos9Desejados59Avaliaram34

    Crescendo no sistema de adoção, Andy foi deixada com muitas cicatrizes – físicas e emocionais. Ela nunca teve uma família e por isso jurou a si mesma que jamais precisaria de alguém. Andy corre atrás do que quer e sempre consegue o que está determinada a ter. Menos CJ. Sério e extremamente sexy, CJ é um policial que acabou de se mudar para San Francisco, e parece que gosta de ficar de olho em Andy. O problema é que isso é tudo que CJ faz. O flerte, que começou misterioso e sensual, está deixando Andy impaciente e frustrada. Por que ela não consegue simplesmente ir até ele? O que ele quer? Em meio a uma conturbada relação, uma criança chega à emergência com ferimentos que lembram Andy de sua infância. Ela precisa ajudá-lo, mas como essa situação vai mudar a relação entre os dois? Pode isso ser o começo de algo ainda maior na sua vida, ou as cicatrizes são profundas demais para serem curadas?

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    Queria Estar Lendo20/01/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Resenha: As Cicatrizes de Andy

    O segundo volume da série Mercy Bay - uma das minhas melhores descobertas neste ano de 2017 - foi uma surpresa tão boa quanto A Segunda Chance de Zoe. Com uma temática bem mais profunda e um desenvolvimento bastante emocional, As Cicatrizes de Andy é o tipo de livro que prende do início ao fim, mantendo-se fiel à história e aos personagens. Andy já é figura conhecida dos leitores de Zoe. A carismática enfermeira do hospital Mercy Bay está pronta para começar um novo capítulo em sua vida: ela foi selecionada para tornar sua casa um lar temporário a crianças na fila da adoção. Tendo sido criada pelo sistema - e, por isso, Andy carrega muitas cicatrizes do que foi sua vida dentro dele - ela sente que tem espaço em seu dia a dia para ajudar crianças que precisam. Claro que nem tudo é tão fácil assim, e Andy não tem exatamente todas as situações sob controle como gostaria. Por exemplo: o seu coração, que bate forte pelo misterioso e quieto policial chamado CJ. E todo o seu emocional ao confrontar a ideia de que CJ pode estar respondendo aos seus sentimentos. Ah, e pra ajudar, um caso de abuso infantil aparece no hospital, e Andy se determina a cuidar do garotinho até que uma família apareça para adotá-lo - revivendo, junto com ele, todos os fantasmas do seu passado conturbado. Que livro incrível, senhoras e senhores! Eu não li, eu devorei essa história. Tão bom quanto o primeiro volume (e vocês sabem que séries costumam ser assombradas pela maldição do "segundo livro"), As Cicatrizes de Andy entrega uma história madura, bem desenvolvida e definitivamente uma montanha-russa emocional. Ri, chorei e fiquei tensa na cadeira durante muitos momentos. "Se ninguém no mundo te ama, você ainda existe?" A Layla consegue escrever um drama que só ela. Shonda Rhimes de Grey's Anatomy com certeza tem uma pupila muito dedicada aqui! O histórico da Andy é tanto mistério quanto suposições pela nossa parte. Ela não diz muito sobre o que aconteceu durante seu tempo como órfã, passando de casa em casa, permanecendo em lares temporários e orfanatos, mas a narrativa entrega que não foi nada fácil, e por isso a Andy tem essa personalidade arisca e cuidadosa. Ela é carregada pelos traumas, algumas de suas atitudes são moldadas em resposta a eles, mas está lutando devagar para deixar ser uma sombra desse passado. Conforme ela entende que seu coração é guiado pelo medo de se ligar a alguém, de se deixar entregar - uma vez que isso vez tão mal para ela no passado - a Andy entende que precisa lutar contra isso. É uma resposta verossímil a tudo que ela foi, e uma promessa de tudo que ela pode ser, caso resolva enfrentar os fantasmas do seu passado. Eu amei a Andy. Já amava quando ela era a coadjuvante, como protagonista conseguiu me ganhar mais ainda. Amei seu carisma, sua simpatia e sua disposição. Como ela reagia aos médicos arrogantes - dá-lhe mulher cheia de força! - e como se fazia presente por quem precisava. Amei suas interações com a Zoe, mas principalmente com o Ravi, que foi um ponto muito importante para todo o arco principal desse livro. Eu já disse o quanto amo o Ravi? Vou repetir: eu amo muito o Ravi. E amo ainda mais sua convivência e sua amizade tão empoderadora, cheia de apoio e puxões de orelha junto com a Andy. Os dois vão além de uma amizade forte, é uma irmandade impossível de quebrar, independente dos problemas pessoais e individuais que ambos carreguem e precisam enfrentar. Em contraponto a esses dramas, claro, temos o romance. E que me desculpem Zoe e Adam, mas Andy e CJ me roubaram para sempre (pelo menos até o próximo casal, vai saber quanto mais a Layla vai me fazer chorar igual um bebê). "Quero abraçá-lo no escuro e contar meus segredos e meus medos e quero que ele não me solte. Eu quero que ele nunca me deixe ir." CJ é uma incógnita durante o começo, um cara quieto e solitário que gosta de trocar olhares intensos com a Andy e fica por aí - mas quando eles começam a se envolver, senhoras e senhores. Aí a história muda. CJ é um cara intenso muito além dos olhares, e o mais legal no desenvolvimento desse romance é que cria empatia junto a quem acompanha os dois. Andy tem seus medos e hesitações e ela guarda isso, e CJ respeita seu espaço. Ele também tem problemas, também tem sua história conturbada, e sabe melhor do que ninguém o que é precisar de espaço e tempo para se abrir com uma pessoa. Ele e a Andy dividem momentos incríveis, empáticos e emocionantes - além de um romance de tirar o fôlego. Inclusive esse é meu dreamcast para esses dois e veja bem como eu sofri porque é demais para o meu coraçãozinho de fangirl. É absolutamente impossível não surtar e sofrer com o casal. Afinal de contas, a relação tem altos e baixos, momentos em que você vai gritar de alegria e outros em que vai querer rolar no chão de frustração. Eu me apaixonei por cada página e cada interação e definitivamente daria meus rins pra ter um conto extra deles - oi Layla, tudo bom? Fica a dica. Por último, mas definitivamente o mais importante, temos Wade, o garotinho que a Andy recebe em seu lar temporário. Wade é uma das crianças mais bem escritas que já li; vítima de traumas e de abuso infantil, ele carrega em sua personalidade muitas marcas disso, e podemos identificar alguns trejeitos dele na própria Andy. Por isso, talvez, as interações entre os dois sejam tão complicadas e difíceis no começo. Ambos são fechados para o mundo, e mesmo Andy querendo se abrir e se aproximar do garoto, é fato que não vai ser tão fácil fazer isso. Achei lindo e emocionante como a Layla trabalhou essa questão. Como o trauma afeta cada pessoa, como essa pessoa carrega suas cicatrizes e reage ao mundo de acordo com elas. Foi uma das obras mais intensas que li esse ano exatamente pela sutileza e pela mensagem quase educadora do que é ser uma vítima. Wade e Andy dividem momentos de arrancar lágrimas, e quanto mais a sensação de "família" cresce entre os dois, mais você se vê torcendo para que, no fim, ambos encontrem a felicidade um no outro - e aprendam a vê-la individualmente. E vamos conversar sobre como eu tive outro ataque cardíaco com o fim desse livro? Se A Segunda Chance de Zoe me derrubou no chão, esse volume pisou na minha cara quando eu achei que estava tudo bem para me levantar. Layla, minha filha, sua aprendiz de shondanás! Avisa quando for me dar um tiro pra eu usar colete à prova de balas! As Cicatrizes de Andy foi uma montanha-russa de emoções; quase cai da cadeira algumas vezes, passei por vários loopings e, quando acabou, eu queria tudo de novo!

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 34
    • 5 estrelas50%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas3%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas0%
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    Layla Casanova

    Layla Casanova é o pseudônimo de uma geminiana apaixonada por romances médicos e drama, que encontra inspiração em Shonda Rhimes e velhos episódios de ER - Plantão Médico, enquanto passa os dias desejando ter um McName próprio e um pager. Quando não está escrevendo, pode ser encontrada atualizando suas séries, chorando a morte de personagens fictícios, lendo ou chamando a cardio.

    5 Livros
    13 Seguidores

    Layla Casanova