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    A casa inventada -

    Lya Luft

    Record
    2017
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-10: 8501112054
    Português Brasileiro
    4.1
    157 avaliações
    Leram201Lendo9Querem116Relendo0Abandonos1Resenhas31
    Favoritos11Desejados116Avaliaram157

    Lya Luft retoma sua vertente mais literária, com sua prosa poética a compor lindas metáforas e reflexões sobre a vida Valendo-se de um gênero híbrido – mistura de romance, ensaio e autoficção –, Lya Luft traça o roteiro para a casa que se quer inventada, projetando, um a um, os cômodos, elementos e detalhes necessários a esta construção: a porta de espiar, o espelho de Pandora, a sala da família, o quarto das crianças, o porão das aflições, o pátio cotidiano, o jardim dos (a)deuses. A casa é, em um primeiro entendimento, o espaço físico, expressão de seus moradores. Mas também uma metáfora da existência: morada da família e dos afetos, da amizade e dos amores, mas também da dor, das frustações, dos traumas e até da morte, num entendimento de que tudo deve estar, harmoniosamente, ao abrigo desta casa que inventamos. Metade formada de escolhas; a outra metade, milagres.

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    Vale ref picture
    Vale ref17/09/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    "A casa inventada" foi meu primeiro contato com a autora. No geral, gostei bastante da obra, a escrita é fascinante e ela relata casos muito intrigantes. Mas quanto ao conteúdo em si, não consegui tirar muitas conclusões. O único motivo de não receber 5 estrelas é devido à forma cansativa que se estende até o final. A princípio gostei de sua escrita poética mas me incomodou um pouco o começo da obra (Talvez devido as analogias da autora). A obra traz alguns belos poemas e diversas reflexões sobre a vida; a casa descrita seria um exemplo de como é viver. Confesso que estranhei os exemplos utilizados, acho que no caso ela poderia ter pensado em outras vertentes mais aplicáveis. Sobre seu conteúdo, narra os pensamentos da protagonista (Que é chamada de Penélope pela Pandora), acontecimentos da vida da protagonista e alguns diálogos com a Pandora (Seu reflexo no espelho). No livro há o seguinte comentário: "Mesmo andando no corredor, espiando nos quartos, farejando os porões, invadindo o território de seus moradores, pouco sei deles, eu que os invento" Como comentei anteriormente, não acho que a escritora tenha usado o melhor exemplo para descrever a expectativa que temos para com os outros. Mas ainda assim, acho que é um assunto que deve ser abordado no quesito "vida", viver em sociedade é simplesmente ser humano. Somos seres sociáveis e muitas vezes a solidão é o abismo do homem. Por mais que no início ela utilize uma escrita um pouco infantil, é possível ver a obscuridade de seus pensamentos (Que ela mantém até o final do livro). "O que estamos fazendo ainda aqui? Por que não nos dão licença de enfim terminar de morrer? Ninguém nunca vai cortar esse fio que nega a absoluta liberdade?" Acredito que essa frase (Proferida por vultos) refere-se a versões antigas de si, que permanecem na memória mas não te definem mais. Dependendo do caso, pode referir-se à versões de si. Segundo capítulo: Acho que se trata de uma autobiografia "simbólica". Caso não seja: sugiro medicação controlada e um psiquiatra competente (e caso necessário uma internação). Comecei a me perguntar sobre o que a autora estava se referindo, não sei se era sobre uma "vontade" que ela tinha ou se era um transtorno psicótico. De fato, se tornou um livro obscuro, de um jeito nada confortável. Intrigante, eu diria. No decorrer da leitura, percebi que não conseguia entender completamente a proposta da autora. Acredito que ela sofra de depressão e relate sensações e pensamentos através de analogias. Um ponto da obra que mais me impressionou foram os relatos. Ela relatou diversos casos de pessoas que morreram e acontecimentos (geralmente deprimentes) que ela presenciou. A leitura desses casos me lembrou de como a vida é frágil, como as pessoas são impulsivas e maldosas, e principalmente como a tristeza e a morte são inevitáveis. Percebi que o livro, - além de transmitir diversos pensamentos sobre o viver e o morrer - é uma autobiografia (De forma estritamente poética). Não conheço a trajetória da autora mas acredito que ela passe por quadros de tristeza profunda e sofra de abandono. No final do livro ela faz uma analógica incrível sobre suicídio. "Talvez apenas queiram que pare de doer; quem sabe só desejam descanso, e que está vida aqui os deixe em paz."

    43 curtidas

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    Avaliações

    4.1 / 157
    • 5 estrelas38%
    • 4 estrelas34%
    • 3 estrelas21%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas1%
    Lya Fett Luft profile picture

    Lya Fett Luft

    Lya Fett Luft é uma romancista, poetisa e tradutora brasileira. É também professora universitária e colunista da revista semanal Veja. Iniciou sua vida literária na década de 1960, como tradutora de literaturas em alemão e inglês. Luft já traduziu para o português mais de cem livros. Entre esses, destacam-se traduções de Virginia Wolf, Rainer Maria Rilke, Hermann Hesse, Doris Lessing, Günter Grass, Botho Strauss e Thomas Mann. Formada em letras anglo-germânicas, Lya tem mestrados em literatura brasileira e linguística aplicada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

    30 Livros
    494 Seguidores
    Rio Grande do Sul, Brasil

    Lya Fett Luft