Em nome de um amor ela usou pessoas, foi cúmplice de um assassinato, virou as costas para aqueles que realmente a amavam. Sempre usando o amor que sentia para justificar todas as suas atrocidades, sem se importar com quem tivesse que usar ou o que tivesse que fazer. Ela apenas conheceu o amor egoísta ou talvez nunca soube o que realmente era o amor. Anos se passaram, perante a lei dos homens ela pagou pelos seus crimes. Agora tudo o que deseja é recomeçar. No jogo da vida tudo pode acontecer, até mesmo uma pessoa se redescobrir e começar a andar por um caminho nunca antes trilhado.
Jogando Com a Vida (Trilogia Jogando #3.5) - Spin-off da Trilogia Jogando
Larinha Vilhalba
Edições (1)
Ver maisOutro achado nacional! Que bela e reflexiva mensagem! Um grande tapa na cara da sociedade! Somos realmente bons? Aliás, o que faz de nós bons? Melhores do que o outro? Existe realmente algo que nos torna melhor do que nosso semelhante? Ou é apenas um monte de hipocrisia, de maldade disfarçada de bondade, de uma roupagem falsa que é apreciada por todos, ainda que saibam ser irreal? Todos nós erramos, e todos, todos mesmo, tem direito a todas as chances do mundo. De ser alguém melhor, de se refazer, de recomeçar. Poderíamos mesmo mudar o rumo de nossas vidas se o mundo a nossa volta insiste em nos julgar e fechar as portas e janelas? A autora traz uma critica social muito antiga e que a maioria de nós tende a fechar os olhos na hora de se fazer algo, mas os mantém bem abertos na hora de condenar. Como um ex-presidiário, ou no caso aqui, ex-presidiária poderá refazer, tomar um rumo “certo” em sua vida, se ao tentar seguir o caminho correto, todos fecham a porta na sua cara? Quando ninguém está disposto a dar uma segunda chance a ela? Quando ao se fazer isso, a única que está e sempre estará aberta para ele(a) é a do crime? Como essa pessoa pode mudar? Quando as que se julgam boas e superiores a forçam de volta aos caminhos obscuros? Ela deve tentar mais! Até que ponto? Quanto mais? Essa pessoa precisa de um teto, de comida, de roupa, do básico para sobreviver, assim como eu e você. Quando você deseja o mal de alguém não é melhor do que aquele que o cometeu de fato. A única diferença aqui é: um pesou e outro fez. O sujo falando do mal lavado. Enfim, muitas reflexões... Já pensou, você aí que um dia foi falso, traiu e/ou já mentiu para um amigo, familiar, amante, se as pessoas nunca mais de dessem uma chance baseado em suas ações do passado? Como seria sua vida hoje? Somos humanos e mutáveis. Há pessoas que aprendem com pequenos erros, outras necessitam de grandes tragédias, de maior impacto, assim é com nossa personagem. Ela teve de atravessar o inferno, lidar com as consequências de seus atos e moldá-las, transformando-se em uma pessoa melhor. Eduardo é a prova de que podemos fazer a diferença na vida das pessoas, basta apenas ser capaz de ser gentil e tentar de novo. Ninguém tem estrela na testa, se não nos arriscarmos, nunca iremos saber se valia à pena ou não. Nunca iremos evoluir.
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