Song of Blood and Stone (Earthsinger #1) -

    L. Penelope

    St. Martin's Press
    2018
    384 páginas
    12h 48m
    ISBN-10: 1250148073

    Órfã e sozinha, Jasminda vive em uma terra onde sussurros frios de invasão e guerra permanecem ao vento. Ela é uma pária em sua terra natal, Elsira, onde seu dom de Canção da Terra é temido. Quando soldados cruéis buscam refúgio em sua cabana isolada, trazem consigo um cativo - um espião ferido que ameaça roubar seu coração. A missão de Jack atrás das linhas inimigas para provar que o Manto entre Elsira e Lagrimar está prestes a cair quase lhe custou a vida, mas ele é salvo pela música curativa de uma jovem misteriosa. Agora ele deve fazer o que for preciso para salvar Elsira e seu povo do Verdadeiro Pai, e ele precisa da Canção da Terra de Jasminda para fazê-lo. Eles embarcam em uma jornada perigosa para salvar suas terras e descobrir os segredos da Rainha que Dorme. Lançados em uma sociedade hostil, Jasminda e Jack devem confiar um no outro, mesmo que os segredos ponham em risco seu vínculo. Mas Jack tem seus próprios segredos e, como um mal antigo ganha poder, Jasminda corre para desvendar um mistério que promete salvação.

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    Queria Estar Lendo31/05/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Resenha: Song of Blood and Stone

    Song of Blood and Stone é o primeiro título da série Earthsinger Chronicles, da autora L. Penelope. O eARC foi cedido em cortesia pelo NetGalley para resenha, e eu não poderia estar mais feliz de falar sobre essa obra maravilhosa. Na história, os mundos são divididos entre um reino sem magia, governado por um tirano que se chama de Verdadeiro Pai, obcecado em absorver todo poder possível e, assim, destruir o Manto, uma barreira encantada que os separa de Lagrimari, onde vivem os Earthsinger. Com poderes imensuráveis, eles veneram uma Rainha Adormecida e estão ameaçados pelo poderio daqueles que buscam a guerra, oprimidos e forçados a deixar seus lares em busca de refúgio nas terras inimigas. "Você poderia escrever sua história nas ondas do oceano, assim ela seria carregada para todas as terras do mundo." Jasminda e Jack têm seus destinos cruzados por um incidente curioso; uma busca pela Rainha Adormecida os aproxima, porque encontrá-la e acordá-la talvez seja a única maneira de salvar seus reinos do império mortífero que o Verdadeiro Pai deseja instaurar sobre ambos os territórios. Jasminda não pertence exatamente a um único lugar. Seu pai veio de Elsira e sua mãe de Lagrimari. Sua união foi em muito criticada e julgada, uma vez que as diferenças entre os povos é gritante; para Jasminda, tudo era estabilidade e temor até ser confrontada com a missão de encontrar sua Rainha. Nunca houve nenhum sonho ou pretensão de grandeza na vida da garota, só a simplicidade de cuidar de suas terras e do legado da família. Uma vez que a jornada começa, no entanto, já dá para sentir que ela tem imensas provações a confrontar. Uma das coisas mais incríveis dessa história é como a autora desenvolveu seus protagonistas. Ambos são extremamente humanizados, com seus medos e traços de bravura, com seus sonhos impossíveis e terrores que se aproximam. Jasminda é uma personagem fantástica. Em primeiro lugar, é uma mulher negra com voz e presença e uma das personalidades mais ricas que já li. Só pela representatividade já é uma visão empoderadora, mas também não carrega o esteriótipo de 'protagonista badass que só quer chutar bundas'; ela é doce e gentil, empática até o último fio de cabelo. Tal como sua Canção, a magia que reside em seu espírito, Jasminda é carinhosa e quer fazer o bem. Quando forçada a confrontar a hostilidade e a violência, no entanto, ela não deixa barato. Jasminda consegue ser uma força da natureza em equilíbrio com os traços mais pacíficos, uma guerreira quando necessário. Jack é um soldado e um nome importante para seu reino. Diferente de Jasminda, ele vive dilemas morais e embates entre fazer a coisa certa ou o que os outros consideram honrado. Eu amo meu filho e morreria para protegê-lo. "Nosso destino pode ser carregado e moldado, enquanto uma chance faz de bobo qualquer um que tentar controlá-la. Isso quer dizer que o destino é o mestre da sorte?" As interações entre os dois foram intensas desde o começo; é um relacionamento apaixonado que começou sem querer, quando Jasminda salva sua vida e ele se arrisca para fazer o mesmo depois. A amizade e a conexão emocional desse primeiro encontro se desenvolve em algo que borbulha e se expande e de repente seus corações são um só. É impossível não ficar rolando pelo chão conforme os olhares e sorrisos e toques ficam mais e mais apaixonados. Esse é o tipo de ship que colocaria fogo no mundo porque o amor deles é tão puro e tão precioso e você só quer que tudo dê certo, que o mundo e as injustiças parem de ser tão cruéis e permitam que os dois vivam em paz. "A cor azul de uma manhã e a escuridão da noite são diferentes, mas nenhuma é melhor que a outra. Precisamos de ambas." E por falar em injustiça... A autora conseguiu criar um universo bastante semelhante com a nossa realidade, e tanto os melhores quanto os piores traços do mundo em que vivemos estão presentes na história. Uma das críticas e ponto principal é o da diferença entre os reinos e como isso é tratado por ambos os habitantes; as pessoas que vêm de Lagrimari têm pele escura e são refugiados do horror que o governante tirano tem espalhado por suas terras. Os moradores de Elsira são brancos e privilegiados por um governo cuidadoso e um reino sem guerra. Com a migração dos refugiados para seu território, no entanto, a narrativa mostra as diversas reações que já são muito conhecidas por nós. Eu achei absolutamente genial e sensível como a autora escreveu a situação com os refugiados. As nuances de crueldade dos privilegiados contra as exceções daqueles que percebiam os horrores vividos pelo povo de Lagrimari, estendendo suas mãos para ajudá-los. Eu me vi tão revoltada com a atitude de uma parcela da população em vários momentos da história que quase chorava de alegria quando uma exceção erguia a voz para ajudar os oprimidos. "É fácil aceitar coisas que já são certas. Difícil é acreditar que o que é permanente pode ser levado embora." Jack foi uma representação do que é usar seu privilégio para algo bom. Do que é ser humano. Mesmo contra todos os sensos ao seu redor - todos extremamente egoístas e absurdos - Jack mostrou-se presente por aqueles que precisavam, dando espaço para que falassem e fossem ouvidos, usando tudo o que tinha a seu dispor para trazer conforto e auxílio. Jasminda abre os olhos dele para várias situações absurdas do dia-a-dia do povo refugiado, e é através dela e da voz dela que Jack se determina a fazer mais por eles. O livro é de uma riqueza sem fim. A ambientação, a mitologia, as histórias antigas que ditam os passos dos personagens no presente, é tudo muito bem desenvolvido, entregue nos melhores momentos da trama. A parte fantástica envolvendo as Canções, como elas funcionam e como habitam o mundo, a criação desse universo e a divisão dele, como o passado gerou a guerra entre as raças que existe até os dias atuais, tudo é bem pautado dentro da narrativa; conforme as respostas chegam até você, as peças do quebra-cabeça se encaixam perfeitamente. "Novos mundos nascem da destruição." Song of Blood and Stone faz parte de uma série, mas tem fim. Pode ler sem medo de ser feliz, pois você vai encontrar um final. Tem a promessa de uma continuação, sim, mas com outros personagens e outras situações; a história de Jack e Jasminda é arrebatadora desde o começo até a última página. Vai emocionar e te fazer pensar e vai cobrir seu coração de esperança.

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