4,5 estrelas
<i> Cage Nolan.
Cage "demolidor" Nolan.
Cage "maldito" Nolan.
Cage o desgraçado que me deixou em pedaços."</i>
Sabe,... não é comum autoras brasileiras se arriscarem no mundo dark. Pra falar a verdade, nem as editoras investem por ter medo de não vender. Então, quando queremos algo do gênero, acabamos procurando por autores estrangeiros. A autora brasileira Andy Collins já havia colocado o pezinho no lado negro da força quando lançou o conto ELA ESTÁ SOZINHA, deixando a gente curiosa a ponto de imaginar o que ela podeira criar mais nessa linha. Apesar de estar assistindo na primeira fila seu crescimento como autora e de seu texto, eu confesso que não sabia o que esperar de CAGE. E foi uma bela de uma baita surpresa.
CAGE começa nos mostrando um pouco do passado - 11 anos antes. Tudo lindo, tudo fofo até que chegamos no presente. Não é contado o que está acontecendo logo de cara - aquele clima de suspense é bem forte - mas a gente sente que tem algo errado ali. Aos poucos a trama vai se revelando e, o melhor de tudo, é que não é daqueles livros que te enrola até o final pra revelar o que está acontecendo. A autora foi soltando aos poucos no decorrer da história e cada revelação é um novo "PQP!".
Genteeee!!! Eu morri de raiva de um certo personagem! Como que pode ser tão <i>fedamãe</i> desse jeito!!! A autora criou um anti-herói que nem parece personagem de um livro, parece que tem vida própria, que merece nosso ódio de verdade. Eu xinguei ele várias vezes e gritei de raiva!!! Que tanto de reviravoltas! Que tanto de choque! Que tanto de segredo! OMG!!!
<i>"Não serei um pecador por pegar de volta aquilo que me pertence."</i>
O livro retrata um tema ao mesmo tempo velho, só que também - infelizmente - atual e de maneira verdadeira. É aquelas situações que a gente sabe dar um monte de conselhos quando está do lado de fora, mas só quem vive/viveu sabe o que é realmente passar por isso. Graças a Deus nunca passei por situação parecida, mas quando a gente lê acha que somos fortes o suficiente para não cair em manipulações. Entretanto o "bom" manipulador faz isso: você nem percebe e quando menos espera se sente fraca, suscetível a influência negativa e acredita naquelas falsas-verdades.
Sofri com os personagens - Erin aguentou muita coisa, - mas uma que super me cativou foi a Estela. Estela é aquele tipo de pessoa que você quer ter do seu lado, é animada, é desbocada, é... é viva! É um grande contraste com a Erin, que somente sobrevive. Segredos desse nível nunca deveriam ser segredos. Corroem o físico. Corroem o psicológico. Corroem a alma.
E agora ergue as mãos pra cima que vou dizer as palavras mágicas: CAGE é único! ( uh! Gloria!!!). Isso mesmo. Não tem cliffhanger, a história tá bem fechadinha e você vai conseguir dormir <i>deboas</i> assim que terminar. Quer dizer, muito dos comentários que vi, são de pessoas que vão entrar no gênero dark romance pela primeira vez, então pode ser que você não durma tão fácil assim (Nada que um chazinho não resolva. Mas faça o chazinho você mesmo. Vai que... rsrs).
CAGE é um dark nível médio ( não vai fazer ninguém passar muito mal) com suspense e uma pitada de romance que te gruda nas páginas e deixa curiosa com o que vem a seguir. Quanto mais se lê mais você quer chegar logo no fim daquela agonia, saber se tem luz no meio daquela escuridão. Pra quem gosta do gênero, recomendo demais!
PS: Normalmente quando o gênero é de suspense eu tento falar pouco da história para não entregar nada já que parte da graça desses livros são as descobertas, os sustos. Entretanto, em conversa com uma pessoa esses dias, achei melhor comentar, pois pode ser que o tema seja um gatilho para algumas pessoas. Então já adianto: o aviso na sinopse não tá lá atoa. O livro tem uma carga de violência detalhada tanto física quanto psicológica.
* ARC/ebook fornecido pela autora. Obrigada!!