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    Poemas para ler com palmas -

    Edimilson de Almeida Pereira

    Mazza Edições
    2017
    64 páginas
    2h 8m
    ISBN-13: 9788571606920
    Português Brasileiro
    4.2
    6 avaliações
    Leram14Lendo5Querem35Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos1Desejados35Avaliaram6

    Em Poemas para ler com palmas, o autor estende um fio poético a partir de cinco mitopoéticas de matrizes afrodescendentes: a Capoeira, o Congado, o Jongo, os Orixás e os Vissungos. O resultado é um livro-canto, em movimento, que convida o leitor-ouvinte a participar dessas cinco matrizes culturais afrodescendentes. Os poemas do livro dialogam com as belas ilustrações de Maurício Negro.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Maria Ferreira picture
    Maria Ferreira28/10/2017Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Ritmo e aprendizado

    Os poemas presentes nesse livro se encaixam dentro de cinco grandes temas, os quais, Sandro Ornellas, na apresentação no início do livro, classifica como mitopoéticas de matriz afrodescendente: Capoeira, Congado, Jongo, Orixás e Vissungos. Cada mitopoética é composta por oito poemas, cada um em uma página, acompanhados de ilustrações em preto e branco. A passagem de uma mitopoética para outra é marcada por uma ilustração colorida que ocupa duas páginas e remetem ao assunto. As ilustrações, todas cheias de potência representativa, foram feitas por Mauricio Negro. Na mitopoétca Capoeira, experimentei uma sensação de nostalgia dos tempos em que eu praticava essa atividade na infância. Nos poemas, o autor dá destaque para as partes do corpo que são fundamentais nessa prática, o ritmo dos poemas lembra muito o gingado natural da capoeira, principalmente em “O som dos sons” que recupera alguns instrumentos característicos, como o caxixi e o berimbau e claro, as palmas de quem está na roda. O Congado é uma prática religiosa que une manifestações culturais africanas, indígenas e europeias. Nos poemas, o leitor poderá conhecer um pouco sobre o Rei Galanga, Santa Rosário, São Benedito, Zambi, Calunga, o Rei e a Rainha do Congo. O Jongo é composto por dança, canto e exaltação de santos católicos e ancestrais afrodescendentes, muito presente no sudeste do Brasil. No Jongo, os pontos, a parte oral e os tambores têm fundamental importância, como se pode observar no poema “Tambores”, do qual destaco os seguintes versos: “(...) Sem eles não há roda. Sem eles não há festa. Com eles tudo se faz: O encontro, O cumprimento, a boca Que tira o canto. Com eles os antigos Vivem outra vez”. Os Vissungos são cantos que surgiram em decorrência da atividade mineradora, entre os séculos XVII e XVIII. Atualmente, os assuntos desses cantos são voltados mais para os assuntos sociais e cotidianos. Foi muito enriquecedor poder entrar em contato com esses assuntos, que eu não sabia nada à respeito e poder conhecer um pouco sobre eles. Sem dúvidas, o que mais gostei foi da mitopoética dos Orixás, porque estou vivendo um momento de descobertas em relação a esse tema. Cada poema é intitulado com o nome de um orixá e cada um apresenta as características deles, suas ferramentas, suas ações. Desse modo, o leitor poderá conhecer Exu, Ogum, Iansã, Xangô, Iemanjá, Oxum, Omulú e Oxalá por uma ótica poetizada. O título do livro foi muito bem escolhido porque cada poema transparece um ritmo, dá vontade de começar a bater palmas e cantar, ainda que não saibamos o ritmo exato. É um livro infantil, para crianças a partir de 10 anos, mas que com certeza os adultos também podem tirar muito proveito deles.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 6
    • 5 estrelas50%
    • 4 estrelas17%
    • 3 estrelas33%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Edimilson de Almeida Pereira profile picture

    Edimilson de Almeida Pereira

    Edimilson de Almeida Pereira nasceu em Juiz de Fora, MG, em 1963. É poeta, ensaísta e professor de Literatura Portuguesa e Literaturas Africanas de Língua Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Juiz de Fora. Possui uma obra extensa e múltipla, com publicações nas áreas de poesia, literatura infanto-juvenil e ensaio, na qual se destacam: Zeosório blues (2002), Lugares ares (2003), Casa da palavra (2003) e As coisas arcas (2003), Relva (2015), Maginot, o (2015), Guelras (2016), Qvasi (2017) e Poesia + (2019) - poesia; Os reizinhos de Congo (2004) e O primeiro menino (2013) - infantojuvenil; Malungos na escola: questões sobre culturas afrodescendentes e educação (2007) e Entre Orfe(x)u e Exunouveau: análise de uma estética de base afrodiaspórica na literatura brasileira (2017) - ensaio.

    22 Livros
    6 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    Edimilson de Almeida Pereira