God and Reason in the Middle Ages -

    Edward Grant

    Cambridge University Press
    2004
    409 páginas
    13h 38m
    ISBN-10: 0521802792

    Between 1100 and 1600, the emphasis on reason in the learning and intellectual life of Western Europe became more pervasive and widespread than ever before in the history of human civilization. Of crucial significance was the invention of the university around 1200, within which reason was institutionalized and where it became a deeply embedded, permanent feature of Western thought and culture. It is therefore appropriate to speak of an Age of Reason in the Middle Ages, and to view it as a forerunner and herald of the Age of Reason that was to come in the seventeenth century. The object of this study is twofold: to describe how reason was manifested in the curriculum of medieval universities, especially in the subjects of logic, natural philosophy and theology; and to explain how the Middle Ages acquired an undeserved reputation as an age of superstition, barbarism, and unreason.

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    Ramon Serrano Dias16/10/2017Resenhou um livro
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    A razão na era medieval

    Em um estudo profundo e esclarecedor, o professor de Harvard Edward Grant, nos mostra como o período medieval foi rico em sua produção acadêmica voltado para o uso da razão e da lógica. As pessoas pensam que na idade média as pessoas eram estúpidas e supersticiosas, muito pelo contrário, as universidades medievais eram reduto dos maiores lógicos, teólogos e cientistas que o mundo já tinha visto. Era onde a razão borbulhava na busca pelo conhecimento e resolução de problemas, totalmente diferente das nossas decrépitas universidades modernas. O autor desfaz diversos mitos, desconstrói totalmente era ideia erroneamente propagada de "idade das trevas", inclusive em um dos capítulos ele explica como esse mito surgiu e como eles foi usado pelos iluministas para difamar a Igreja. A era medieval foi um período brilhante da história que trouxe inúmeros avanços em diversos campos, sem os grandes pensadores desse tempo, a ciência e outros diversos avanços não teriam sido possíveis. " Na Idade Média, os estudiosos também mantiveram as questões vivas oferecendo novas respostas a perguntas antigas. Se a ciência moderna progrediu quase inconscientemente além de qualquer coisa conhecida ou contemplada na filosofia natural e a ciência da Idade Média, os cientistas modernos são, no entanto, herdeiros de das realizações notáveis de seus predecessores medievais. A ideia, e o hábito de aplicar a razão para resolver as inúmeras questões sobre nosso mundo, e sempre levantando novas questões, não veio do nada. Nem se originou com as grandes mentes científicas do séculos XVI e XVII, como as de Copérnico, Galileu, Kepler, Descartes e Newton. Ela saiu da Idade Média de muitos lógicos escolásticos sem rosto, filósofos naturais, e teólogos, da maneira que descrevi neste estudo. É um presente da Idade Média latina ao mundo moderno, um presente que faz da nossa sociedade moderna um mundo possível, embora seja um presente que talvez nunca seja reconhecido. Talvez sempre mantenha o status que teve nos últimos quatro séculos, como o segredo mais bem guardado da civilização ocidental."

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