O mundo dos bens - Para uma antropologia do consumo

    Mary Douglas, Baron Isherwood

    UFRJ
    2004
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-10: 8571082677
    Português Brasileiro

    O mundo dos bens oferece um viés original para se compreender o consumo, não como impulso psicológico nem como resultado da manipulação do sistema capitalista, mas como um conjunto de rituais que criam padrões de comportamento e se diferenciam de sociedade para sociedade. Os autores, ela uma das principais antropólogas inglesas, ele, importante economista inglês, analisam como o fluxo dos bens afeta a sociedade. O livro constrói uma ponte entre o que os economistas dizem sobre o específico tema do “comportamento consumista” e o que os antropólogos afirmam sobre os motivos que levam as pessoas a desejarem coisas.

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    Tauana Weinberg Jeffman11/09/2015Resenhou um livro
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    "A função essencial do consumo é a sua capacidade de dar sentido".

    Sobre o livro: Leitura agradável, conteúdo sensacional. Esta obra é praticamente referência obrigatória para quem estuda antropologia do consumo, cultura material e assuntos afins. Sumário: INTRODUÇÃO PARTE 1 – Os bens como sistemas de informações POR QUE AS PESSOAS QUEREM BENS POR QUE POUPAM O USO DOS BENS EXCLUSÃO, INCLUSÃO PERIDIOCIDADES DE CONSUMO PARTE 2 – Implicações para a política social ESFERAS ECONÔMICAS SEPARADAS NA ETNOGRAFIA COMPARAÇÕES INTERNACIONAIS CLASSES DE CONSUMO Explicando grosseiramente o conteúdo: O livro foi escrito no final da década de 70, mais ou menos em 1979. O consumo, pensado através da antropologia, é visto não apenas como uma necessidade, desejo ou causador de inveja. É visto como mediador de relações que constrói a identidade do sujeito e também traduz o mundo em que este vive. Deste modo, uma teoria do consumo também é uma teoria da cultura e uma teoria da vida social, pois o consumo é um fenômeno moldado na cultura e culturalmente compartilhado. Ele é um sistema de informação que estabelece relações e constrói significados entre indivíduos. A antropologia do consumo, neste caso, captura não só o momento da compra do bem, mas o que se faz com esse objeto depois de comprado. É preciso compreender não apenas o que faz o indivíduo consumir o que consome, mas o que é feito deste bem depois de sair da prateleira da loja. Em suma, a posse estabelece significação social. O consumo passa a dar sentido ao mundo. Passa a traduzi-lo. Referência: DOUGLAS, Mary; ISHERWOOD, Baron. O mundo dos bens: para uma antropologia do consumo. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2013.

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