Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições64
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1278
    • Leitores39514
    • Similares25
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Macunaíma - O herói sem nenhum caráter

    Mário de Andrade

    Ubu
    2017
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9788592886516
    Português Brasileiro
    3.4
    13733 avaliações
    Leram25538Lendo1251Querem10757Relendo76Abandonos1892Resenhas1278
    Favoritos10Desejados10757Avaliaram13733

    Publicado em 1928, Macunaíma representou por muito tempo o símbolo do “povo brasileiro” ou ainda do que chamamos de “nação”. Esta edição, que conta com o estabelecimento do texto de Telê Ancona Lopez e Tatiana Longo Figueiredo, oferece uma nova chave de leitura ao romance, com foco especial para as fontes indígenas usadas por Mário na produção do romance. Como disse o próprio autor: “copiei, copiei às vezes textualmente[...], não só os etnógrafos e os textos ameríndios, mais ainda, na “Carta pras Icamiabas”, pus frases inteiras de Rui Barbosa, de Mário Barreto, dos cronistas portugueses coloniais”. No texto de Lúcia Sá, se explicita a cópia de trechos inteiros do mito de Makunaíma, tal qual recolhido pelo viajante alemão Theodor Koch Grünberg. Como sugere a apresentação de Eduardo Sterzi, mais do que alegoria da formação nacional, Macunaíma seria uma grade realização literária da antropofagia, “capaz de colocar tudo o que existe sob o signo da devoração [...], em que comer o inimigo é não mera destruição e assimilação de outro corpo, mas, antes de tudo, um modo de experimentar o ponto de vista do inimigo sobre todas as coisas, especialmente sobre si”, citando Eduardo Viveiros de Castro. As ilustrações do artista carioca Luiz Zerbini são feitas com um procedimento similar ao do texto de Mário com as fontes indígenas. As monotipias não são “representações” da vegetação tropical. São as próprias plantas e objetos com tinta que são colocados na prensa e imprimem e dão relevo ao papel com sua textura. Pra completar a edição, recuperamos o glossário de Diléa Zanotto Manfio, feito para a edição crítica de 1980, há muito fora de circulação. O leitor tem acesso ao significado de todas as palavras de origem indígena e regionais utilizadas por Mário no romance.

    Edições (64)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (25)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (1278)Ver mais
    Clio picture
    Clio18/10/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Descrevi essa obra outro dia com a expressão "samba do criolo doido" e alguém me disse não se usa mais isso - que é politicamente incorreto. Tive vontade de rir. O que pode ser mais politicamente incorreto que o heroi sem caráter de Mário de Andrade? Nessa mistura de lendas indígenas e crítica social, Andrade tece a realidade de Macunaíma cujo único preceito ético parece ser a Lei de Gerson (ou a lei da vantagem). Em pouco menos de duzentas páginas, o personagem rouba, mata, mente, trai e destroi coisas e pessoas com um único objetivo: a satisfação pessoal. Deixo aqui a carapuça para quem servir. Recomendo.

    258 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.4 / 13733
    • 5 estrelas21%
    • 4 estrelas26%
    • 3 estrelas31%
    • 2 estrelas15%
    • 1 estrelas8%
    Mário Raul de Moraes Andrade profile picture

    Mário Raul de Moraes Andrade

    Andrade nasceu em São Paulo no dia 9 de outubro de 1893, onde morou durante quase toda a vida até morrer no dia 25 de fevereiro de 1945. foi um poeta, romancista, crítico de arte, musicólogo, folclorista e ensaísta brasileiro. Seu segundo livro de poesias, Paulicéia Desvairada, marcou para muitos o início da poesia modernista brasileira. Em 1922 parcitipou ativamente da Semana de Arte Moderna, que teve grande influência na renovação da literatura e das artes no Brasil.

    125 Livros
    365 Seguidores
    São paulo, Brasil

    Mário Raul de Moraes Andrade