Descrevi essa obra outro dia com a expressão "samba do criolo doido" e alguém me disse não se usa mais isso - que é politicamente incorreto. Tive vontade de rir.
O que pode ser mais politicamente incorreto que o heroi sem caráter de Mário de Andrade?
Nessa mistura de lendas indígenas e crítica social, Andrade tece a realidade de Macunaíma cujo único preceito ético parece ser a Lei de Gerson (ou a lei da vantagem). Em pouco menos de duzentas páginas, o personagem rouba, mata, mente, trai e destroi coisas e pessoas com um único objetivo: a satisfação pessoal.
Deixo aqui a carapuça para quem servir.
Recomendo.