Estes dois ensaios-pepitas, tão brilhantes como concisos, irradiam o palpitante calor da vida e a luminosa mensagem de que o futuro pertence aos ociosos e aos bons conversadores. Revelando o ócio e os seus ditosos derivados não como inércia inútil, mas sim tónicos diários ao alcance de todos, Apologia do Ócio (1877) e A Conversa e os Conversadores (1882) são páginas para folhear com deleite, em que cintila uma arte de viver com benefícios comprovados e se desmonta um quotidiano acinzentado pelas obrigações laborais. Essenciais para converter trabalhadores inveterados, fãs de horas extraordinárias e gurus dos lucros anuais em gente com alegria crónica, estes textos demonstram que o ócio e a conversa merecem figurar como felizes vícios, a cultivar, na vida do homem. ROBERT LOUIS STEVENSON (1850-1894), autor das famosas obras A Ilha do Tesouro (1883) e O Médico e o Monstro (1886), viu-se durante longos anos remetido para a ingrata gaveta dos contadores de histórias com uma reputação literária flutuante. Somente meio século após a morte do autor, a admiração de Vladimir Nabokov e de Jorge Luis Borges, entre outros, reabilitaria Stevenson, inscrevendo-o pelo virtuosismo, ironia e tom paradoxal na linhagem dos grandes ensaístas anglo-saxónicos. Foi um incansável viajante, e a sua fragilidade física – que o levaria precocemente à morte nas Ilhas Samoa, entre nativos que o veneravam como Tusitala (contador de histórias) – contrasta com o vigor dos seus romances e ensaios, nos quais revela uma aguda percepção da alma humana.
Apologia do ócio -
Robert Louis Stevenson
Antígona
2016
88 páginas
2h 56m
ISBN-13: 9789726082767
Português
Edições (1)
Ver maisResenhas (1)Ver mais
Estatísticas
Avaliações
4.6 / 4- 5 estrelas50%
- 4 estrelas50%
- 3 estrelas0%
- 2 estrelas0%
- 1 estrelas0%

