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    Não Haverá Amanhã (futuristica) -

    José Carlos Leal

    Lê
    1994
    152 páginas
    5h 4m
    Português Brasileiro
    3.6
    28 avaliações
    Leram61Lendo5Querem12Relendo0Abandonos2Resenhas2
    Favoritos4Desejados12Avaliaram28

    Professor faz contato com uma civilização do Centro da Terra e tem grandes descobertas sobre a humanidade e a natureza. Ficção que traz uma advertência: a sobrevivência do planeta depende apenas da sensibilidade e do bom senso do homem.

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    Carla Parreira picture
    Carla Parreira22/11/2023Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Não haverá amanha O livro conta a história de um professor que faz contato com uma civilização intraterrena e tem grandes descobertas sobre a humanidade e a natureza. Eis alguns trechos que mais gostei: “...Somos apenas pessoas que gostam de aprender e de usar o conhecimento em favor de todos. Não precisamos de títulos. Os títulos são rótulos e nada mais... Aqui não temos pobres e ricos, fracos e fortes, patrões e empregados. O bolo da vida, entre nós, é dividido igualmente e dá para todos... A vida para nós é um eterno presente, um perpétuo escorrer de experiências... Lá os artistas não recebem dinheiro, não vendem a sua arte, não são obrigados por contratos a cantar ou a tocar. Fazem o que lhes dá prazer no momento que desejam. Não vivem de sua arte no sentido material desta expressão, mas não podem viver sem ela. Na arte encontram a sua razão de ser e a sua fonte de prazer maior... Ninguém pode fazer mais do que aquilo que realmente pode. Aprendem, porém, que não devem confundir o limite de sua essencialidade com os obstáculos que a vida oferece. Estes obstáculos são apenas dificuldades, mas não marcam os limites... No curtíssimo tempo em que estive no Mundo Subterrâneo não tive notícia de suicídios, não encontrei pessoas neuróticas, lamurientas ou carregadas de sentimento de autopiedade... Uma escola e uma família preconceituosas, autoritárias, estupidamente alienadas, muito pouco podem fazer para o desenvolvimento de uma sociedade integrada e feliz... Nossa mente é finita, limitada, restrita. Com este tipo de mente, só podemos compreender o conjunto das coisas finitas. Assim, quando dizemos que Deus existe, que está em um certo lugar, que tem esta ou aquela aparência, que é bom e justo e que pretende de nós uma coisa ou outra, estamos dizendo que entendemos Deus; e, como a nossa mente é finita, ao dizermos tais coisas, finitizamos a divindade e, logicamente, um Deus finito não é Deus. Assim, todas as coisas que as religiões do mundo falam sobre Deus são palavras, nada mais que palavras. O próprio nome, Deus, nada quer dizer: é apenas um rótulo para dar a vocês a ilusão de que ele existe. Vocês se relacionam com o nome, mas desconhecem por completo o que se esconde atrás do nome... Quanto mais primitivo é um povo, maior é a dependência que ele tem com a divindade. A religião convencional é uma espécie de muleta que ajuda as pessoas a caminharem com algum equilíbrio. E, enquanto caminham assim, não pensam que melhor seria caminhar sem as muletas... É importante ter em mente que as pessoas não são coisas que possam ser possuídas, mesmo sob a alegação de um pretenso sentimento de amor. Quando possuo alguém, estou coisificando esta pessoa, transformando-a num objeto qualquer de minha propriedade; entretanto, como as pessoas não são coisas, muitas delas reagem ao processo de coisificação e, por causa disto, são mortas por seus donos que não suportaram elas se tornarem independentes. Para mim, o que você chamam de amor, na maioria das vezes é um simples apego neurótico... É incrível como às vezes a compreensão de nossos erros e falhas pode ser mais dolorosa do que a punição. O perdão, não raro humilha o perdoado e enaltece quem o dá...”

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