Cantando a Plenos Pulmões - Mulheres, amor e criatividade

    Claudia Bepko e Jo Ann Krestan

    Rocco
    1995
    386 páginas
    12h 52m
    ISBN-10: 8532504981
    Português Brasileiro

    Apesar da aparente mesmice do tema, o livro das terapeutas americanas Claudia Bepko e Jo-Ann Krestan mostra-se surpreendente. Nele, prova-se por a+b que, no fim da história da emancipação feminina, a mulher levou a pior – mas pode sair dessa. Em Cantando a plenos pulmões, a argumentação não se dá no plano opinativo. Especializadas em terapia de família e dependência feminina de drogas e álcool, as autoras realizaram cerca de 300 entrevistas e apresentam exemplos detalhados para justificar suas teses e propor novos padrões de comportamento para romper os mecanismos de adaptação ao modelo feminino neurotizante. "Muitas de nós ainda lutam para se libertar das noções ultrapassadas de bondade feminina. O trabalho de Cantando a plenos pulmões foi motivado pela nossa curiosidade para com temas maiores da vida feminina. Em vez de focalizar os problemas, sentimos que seria importante entender as forças femininas e consideramos o movimento em direção à plenitude como um processo de recuperação da criatividade e do poder de escolha individual. Neste livro, queremos explorar o que as mulheres sentem apaixonadamente e como elas abraçam a sua própria criatividade. Durante a pesquisa do tema, percebemos que nossa própria socialização ainda limita o acesso das mulheres às suas vidas interiores", afirmam as autoras. Em seu livro anterior, Boa demais para seu próprio bem, Bepko e Krestan abordaram as conseqüências desastrosas da aparente generosidade que a mulher é obrigada a exercitar na sociedade, deformando-se emocional, física, sexual e psicologicamente. Em Cantando a plenos pulmões, duas imagens evocadas tocarão a consciência das leitoras: a de uma mulher sorrindo e a de mulheres cantando – sorrir seria o problema, e cantar traria a solução. "De alguma forma cantar tornou-se uma metáfora para alguma energia profunda, cuja ausência pode levar a sorrisos vazios", explicam. Como resultado de sua pesquisa, Claudia Bepko e Jo-Ann Krestan descrevem quatro padrões de integração entre o aspecto criativo e o relacional, quatro categorias que expressam a essência dominante e uma mulher na luta pelo resgate de sua identidade: mulheres amantes, artistas, líderes e inovadoras. "Nossas discussões com as mulheres revelaram, sobretudo, o alto grau de criatividade que a maioria de nós expressa nas resoluções dos conflitos. Nós raramente acabávamos uma entrevista ou terminávamos de ler um questionário sem nos sentirmos inspiradas pelo grau de energia ou vitalidade femininas".

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