A garota tem câncer e vai morrer em poucos meses e por isso faz uma lista com o que ela quer fazer antes de morrer - isso inclui um garoto. Clichê, e eu não tenho NADA contra clichês se bem usados. E dessa fez foi mal usado. E eu juro que tentei gostar.
Vamos começar pelas personagens. A protagonista Tessa é insuportável! Foi preciso usar todo o meu estoque de empatia pra conseguir tentar entender 1/10 do comportamento dela. Por que ela é tão grossa com o pai? Por que ela faz tantos comentários infelizes pra equipe médica? Por que ela acha que o mundo precisa girar em torno dela? Só por que ela vai morrer logo? Não faz sentido. Alguns ataques dela eu consegui compreender, mas ela é egoísta demais, é "Foda-se se meus pais ficarão preocupados comigo, vou fazer o que eu quiser porque eu estou morrendo e tenho o direito de deixar as pessoas loucas". Eu queria conseguir tê-la matado antes do câncer.
E então temos a bff da Tessa, Zoey que é uma amigona né? Nossa, que amiga! E sinceramente não me comoveu o destino que a autora deu pra ela.
E aí vem o Adam - a.k.a. pau mandado. Se a Tessa pedisse pra ele se atirar de um precipício ele faria. No início do livro a Tessa diz que gostaria de ter um namorado no armário pra que ela pudesse ter acesso a hora que quisesse e o Adam é EXATAMENTE isso. E pra piorar a criatura é o menino mais sem sal do planeta. E o romance dos dois é forçado, comoção zero.
A história em si não teve grandes atrativos pra mim, nenhum acontecimento me despertou interesse e acho que teria sido melhor um livro mais curto pra contar tudo. É basicamente a Tessa tentando fazer todas as coisas da lista não se preocupando com as outras pessoas. Em uma passagem ela quer porque quer - e parece infantil mesmo - que o Adam vá morar no quarto dela. Quando ele alega que isso ele não pode fazer por ela porque a mãe precisa dele, ela já dispara a falar que odeia a mulher. E mais a frente já diz que sente amor ao vê-la. Quer dizer que quando a pessoa a trata bem é amor, mas quando atrapalha seus planos egocêntricos é ódio? Maturidade mandou lembranças.
Mas minha relação com o livro não foi só baseada no ódio. Eu simplesmente AMEI a narração e a separação de capítulos. E a parte final? Genial! Foi muito bonita. Se o livro fosse 1/3 do que o desfecho é eu não o consideraria a perda de tempo que foi.